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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Policiamento no Mangueirão e novo comando remista são temas da coluna do Gerson Nogueira

terça-feira, 26/02/2019, 08:12 - Atualizado em 26/02/2019, 08:12 - Autor:


Leão sob novo comando


 A partir de amanhã, quando Márcio Fernandes for apresentado oficialmente pela Diretoria como novo técnico do time, o futebol do Remo entra em nova fase. Mergulha em expectativas, dúvidas e muitas incertezas. O plano iniciado em 2018 com João Neto no comando não existe mais.


A aposta num profissional de formação regional, fortemente vinculado ao clube, é substituída pela volta ao habitual projeto de treinadores importados, com todos os desdobramentos daí decorrentes.


Fernandes, ao contrário de Netão, nada conhece do Remo. Desconhece a história do clube e pouco sabe do presente. Vem para desenhar uma equipe que tenha desempenho menos pífio do que se viu até agora e que seja capaz de disputar de verdade a Série C.


Significa que o Remo não poderá encarar o Campeonato Brasileiro com os equívocos vistos na formação do atual elenco, que lembram perigosamente o que se viu nas duas últimas temporadas.


Contratar por contratar não pode ser regra aceita pelos novos dirigentes do clube. Quando gerentes e executivos apelam para a faixa de jogadores mais acessíveis, visto que o clube não dispõe de recursos para grandes contratações, é preciso que haja alguém que aponte alternativas.


Uma dessas possibilidades, em tempos de economia difícil, é investir nos valores regionais. O elenco de 2015, que conquistou o acesso e foi vice-campeão da Copa Verde, era constituído por expressiva quantidade de atletas catados no futebol paraense.


Foi, não por coincidência, a última grande campanha do Remo em competições nacionais e interestaduais. O atual Parazão, mesmo patinando em termos técnicos, oferece algumas opções de jogadores que podem servir para a disputa da Série C.


Exemplos não faltam. O Bragantino tem dois volantes (Ricardo Capanema e Paulo de Tárcio) que fazem um excelente campeonato. O Castanhal tem Ezequias e Allison, zagueiros que não fariam feio em nenhum dos grandes da capital. O Tapajós conta com o atacante Mariano, fazedor de gols e tecnicamente superior à maioria dos avantes contratados pelo Leão.


Alguém precisa dizer essas coisas ao novo comandante.


As diabruras de La Pulga


Lionel Messi, o melhor do mundo, aprontou no último sábado mais uma de suas fantásticas estripulias. Além da infernal Meteu três golaços e deu passe para o quarto gol do Barcelona na vitória sobre o Sevilla.


No primeiro gol, cercado por oito adversários, recebeu cruzamento de Ractic e pegou de primeira, sem deixar a bola tocar o chão. O chute saiu como um míssil, sem defesa para o goleiro.


Em seguida, dominou na entrada da área e colocou a bola no ângulo esquerdo, como se usasse as mãos para tirar do alcance do goleiro, tal a precisão do chute.


Não satisfeito, aproveitou uma bola desviada na área para dar um toquinho sutil, suficiente para encobrir o goleiro. Depois, lançou Luizito Suárez em profundidade para dar números finais à goleada de 4 a 2.


Foi a 50ª vez que o argentino marcou três vezes num jogo só. Os gols são assinalados com uma simplicidade que podem levar o cidadão comum a imaginar que tudo é muito fácil dentro de campo.


A perícia como toca na bola, a maneira única de conduzir a bola colada aos pés, o drible rápido e sempre objetivo. Tudo isso leva a uma comparação imediata com outro monstro argentino da bola, Diego Maradona.


Ambos, de diferentes gerações, brigam pelo terceiro lugar no pódio dos maiorais do esporte, onde o Rei Pelé reina absoluto no primeiríssimo lugar e Mané Garrincha pontifica em segundo.


Dos craques em atividade, só Messi pode reivindicar o direito de estar no mesmo patamar que Maradona, Jairzinho, Rivelino, Zidane e Ronaldo Fenômeno. Os outros, incluindo Cristiano Ronaldo, estão um degrau abaixo.


Nós, reles mortais, temos sorte de poder ver La Pulga em seu apogeu. Não é pouca coisa. 


Mangueirão vai ter policiamento em tempo integral


Para assegurar mais segurança aos frequentadores do estádio Olímpico Jornalista Edgar Proença e às comunidades do entorno, o governo do Estado vai instalar em 60 dias um polo do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE) na área. A providência já se faz necessária há muitos anos. É uma antiga reivindicação dos torcedores. Finalmente, alguém resolveu tomar uma atitude.


Uma reunião realizada ontem na Seel serviu para a apresentação do projeto e de suas adequações. Já está definido que um contingente de 200 policiais militares vai cuidar da segurança diária do estádio.


Policiais que atuam na área esportiva há mais tempo observaram que o local também é muito utilizado pelos moradores da área, para a prática de atividades físicas em vários horários do dia. O policiamento vai permitir que essas atividades sejam praticadas em absoluta segurança.


Depois que o Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE) estiver instalado, o espaço terá rondas 24h e com sistema de monitoramento de alta tecnologia espalhado por todo o estádio.

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