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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Despedida de Netão do cargo de técnico remista é tema da coluna de Gerson Nogueira

segunda-feira, 25/02/2019, 08:41 - Atualizado em 25/02/2019, 09:23 - Autor:


Despedida em grande estilo


João Neto foi o grande personagem da rodada. Na berlinda desde sexta-feira, com o anúncio da provável saída e especulações sobre o substituto, teve a postura tranquila de sempre à beira do gramado contra o S. Raimundo, ontem à tarde. Depois do jogo, vencido por 3 a 0, a diretoria confirmou sua saída do cargo, mas ele sai por cima – e para cima: passa a ocupar a coordenação técnica.


O já ex-técnico viu o Remo fazer um gol logo aos 2 minutos, com Etcheverría cobrando pênalti duvidoso sobre Gustavo Ramos. Sem criatividade e com a confusão tática de sempre, teve dificuldades durante todo o 1º tempo, errando muitos passes e perdendo bolas fáceis.


Quase sofreu o empate em tentativas isoladas de ataque do São Raimundo. No geral, foram 45 minutos horrorosos, disputados sob chuva forte e dominados pela imperícia dos jogadores. Ao invés de lances trabalhados, prevaleceu a tática do chutão.


Mesmo diante do lanterna do campeonato, o Remo demonstrava a insegurança gerada pelos maus resultados recentes. Cauteloso, Netão usou pela primeira vez quatro homens no meio (Djalma, Diogo Sodré, Laílson e Etcheverría), com Gustavo e Emerson Carioca na frente, mas o time não mostrou evolução em relação aos últimos jogos.


Foi a sexta apresentação remista no Parazão com a sexta escalação diferente, o que dá bem a medida das incertezas do técnico, que deixa o cargo sem deixar claro qual é a sua linha atacante titular.


O Remo voltou melhor do intervalo, com avanços de Djalma e Geovane pela direita, o que ocasionou situações de perigo na área do S. Raimundo. Com toques rápidos, passou a pressionar em busca do segundo gol. Aos 7’, Emerson Carioca quase conseguiu finalizar na pequena área, mas o goleiro Jhones foi mais ágil e agarrou. 


Etcheverría cansou e foi substituído por Alex Sandro, aos 23’. Depois, Emerson Carioca cedeu lugar para Mário Sérgio. Com isso, o Remo ganhou fôlego para atacar, embora os passes errados atrapalhassem as tentativas de construção de jogadas.


Os gols que definiram a partida só aconteceram no final, quando o S. Raimundo apenas se defendia em seu próprio campo. Aos 44’, Mário Sérgio desviou para as redes um chute que veio cruzado. No minuto seguinte, Alex Sandro complementou grande jogada de Gustavo Ramos, que tocou de calcanhar dentro da área.


O escore de 3 a 0 é enganoso, pois faz crer em ampla vantagem azulina. Na realidade, o jogo foi muito travado, com certo equilíbrio na primeira etapa e sem muitas emoções, a não ser nos instantes finais.


Conduzido pelos jogadores até a torcida, Netão recebeu aplausos pela vitória que amplia a vantagem do Remo para 5 pontos sobre o 2º colocado (Águia) no grupo A1 do Estadual. Depois, comentou sua situação, lamentando que o torcedor seja muito exigente e queira que o time faça “10 jogos excelentes”.


Não é bem assim. A torcida cobra muito realmente, mas a queda teve a ver com as atuações pífias nos jogos mais importantes da temporada: contra o Serra, pela Copa do Brasil, e o primeiro clássico Re-Pa do campeonato.


Luizinho (ainda) é o nome mais cotado


A saída de Netão, comunicada depois da partida, abriu de imediato a temporada de espera pelo novo comandante. Até ontem, o nome de Luizinho Lopes era o mais cotado entre os dirigentes. Técnico jovem, com pouca experiência de comando (Globo, Confiança e América-RN), Lopes já passou pelo Remo, em 2014, como auxiliar de Roberto Fernandes.


A reação da torcida, que não se mostrou empolgada com a menção a Luizinho (divulgada, com exclusividade, no blog campeão), pode ter influência sobre a escolha da diretoria. O anúncio do substituto de Netão deve acontecer hoje.


Tubarão se impõe diante do Papão


Como já havia ocorrido na partida de ida, quando deu um sufoco no Papão dentro da Curuzu, o Bragantino jogou de igual para igual e teve boas chances para vencer, no sábado à tarde, em Bragança. A bola do jogo sorriu para o time da casa, aos 48 minutos do 2º tempo: lançamento longo em contra-ataque chegou a Mauro Praia entre os lentos zagueiros bicolores e o atacante só não balançou as redes porque Mota saiu bem de sua meta e fez grande defesa.


A primeira chegada foi bicolor, com Victor Oliveira cabeceando com perigo. Elielton e Bruno Oliveira tentavam impor velocidade e Nicolas se movimentava pelo meio, mas o time esbarrava sempre na forte marcação exercida por Ricardo Capanema e Paulo de Tárcio na intermediária do Braga.


O Bragantino se resguardava, mas saía com perigo quando havia espaço para as arrancadas Will e Arian Taperaçú. Aos 32 minutos, Bruno Limão cobrou falta e a bola bateu na trave, assustando a defensiva do PSC.


Para a segunda etapa, o panorama não mudou. O PSC seguiu com dificuldades de coordenação no meio, pois Nicolas não repetia as boas atuações diante do Remo e do Águia. Aos 7 minutos, Will teve excelente chance para o Braga, após falha do zagueiro Victor Oliveira, mas errou na finalização.


Só dava Bragantino. Aos 20’, em arremate de Paulo de Tárcio, e aos 24’, em disparo forte de Marco Goiano. Esquerdinha ainda chutou de fora da área e a bola tocou no braço de Micael, mas o árbitro Joelson Silva dos Santos mandou o lance seguir.


A novidade foi a estreia – por 16 minutos apenas – de Fábio Alemão, que veio para a Série B 2018 e nunca havia sido escalado. O zagueiro participou de três lances, errou dois passes e levou um cartão amarelo por entrada violenta.

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