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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Gerson Nogueira fala sobre a rodada do Parazão do final de semana

segunda-feira, 04/02/2019, 10:20 - Atualizado em 04/02/2019, 10:20 - Autor:


Remo vence levando sufoco


A vitória foi muito festejada pela torcida, mas o Remo correu muitos perigos no 2º tempo, período em que o Tapajós apertou em busca do empate e foi superior em campo. O triunfo valeu pela objetividade dos azulinos na primeira etapa e o golaço do estreante Geovane, que aproveitou rebote para encaixar um chute perfeito de fora da área.


Com Diogo Sodré de segundo volante, o Remo entrou disposto a ajustar o setor que não funcionou no jogo em Santarém. O time controlava a posse de bola, tocava para os lados e tentava passes curtos para se aproximar da área, mas não aprofundava jogadas.


O destaque era Henrique, que empolgava a torcida com muita movimentação e dribles. Apesar disso, o Remo se atrapalhava nas tentativas de aproximação e não chutava. A primeira tentativa só aconteceu aos 12 minutos, em chute de Diogo Sodré.


A insistência com bolas aéreas denotava as dificuldades de criação. Samuel, Wallacer e Sodré não conseguiam abastecer os atacantes e isso ia impacientando o torcedor.


A jogada mais lúcida ocorreu aos 22’, quando Henrique deu passe a Mário Sérgio, que errou ao desviar do goleiro alvo.


O Boto só se assanhou aos 32’. Léo Feitosa chutou forte, mas Vinícius defendeu bem. Aí o Remo foi à frente e abriu o placar em lance que teve Mário Sérgio fazendo o pivô para o belo arremate do lateral Geovane. A bola entrou no ângulo esquerdo, sem chances para Jader.


Para o 2º tempo, o técnico Flávio Barros colocou o ex-azulino Sílvio no lado esquerdo, a fim de explorar os avanços em velocidade. Deu certo. A pressão aumentou, incomodando a zaga do Remo. Com meio-campo e laterais apoiando, o Tapajós passou a tomar todas as iniciativas.


O Remo chegava só de vez em quando, expondo a carência de talento no meio. Sem ser agredido, o Tapajós ia se animando. Avançava sempre e rondava a área, embora sem acertar o gol.


A lesão sofrida por Samuel deu a Netão nova chance de corrigir as coisas na meia-cancha, mas ele optou por Welton para reforçar a marcação, sem corrigir o isolamento do ataque. Logo em seguida, precisou trocar seu melhor dianteiro, Henrique, por David Batista.


A perda de Henrique deixou o Remo sem força pelos lados. O Tapajós seguia pressionando e o Remo se encolhia. A melhor chance veio aos 18’: após cabeceio de Batista, Jader teve que defender com os pés.


Entre tentar o segundo gol ou garantir a vantagem mínima, o Remo optou por cozinhar o galo. Com isso, ia permitindo o crescimento do Tapajós, principalmente no jogo aéreo.


Sodré foi então substituído por Gustavo Ramos. Com um atacante mais rápido, Batista melhorou e criou duas situações agudas. A melhoria ofensiva melhorou o humor da galera e inibiu os avanços do Tapajós.


Aos 43’, uma bola mal recuada pela zaga chegou a Mário Sérgio, que tocou para Batista na área. Jader se antecipou e o centroavante tocou errado perdendo o gol. Na última arrancada do Tapajós, Sílvio cruzou e a bola tocou no braço de Geovane junto à linha da grande área.


O placar final não expressou o esforço ofensivo do Tapajós no 2º tempo. O Remo saiu comemorando a campanha 100%, mas deixou a certeza de que o problema no centro da equipe precisa ser resolvido com urgência.


Jansen, Henrique e Geovane foram os melhores do lado remista. Jader, Fabinho e Paulo Curuá se destacaram no Tapajós.


Bragantino e Águia entram na disputa


Águia e Bragantino conseguiram finalmente quebrar o jejum no Estadual, superando a Paragominas e São Raimundo, respectivamente. Os resultados reabrem possibilidades de classificação para os dois times.


O fato é que os representantes santarenos decepcionam na competição. Além do pífio desempenho do São Raimundo, lanterna do grupo A2, o São Francisco segue sem pontuar e o Tapajós é penúltimo do A2, com 3 pontos.


De maneira geral, a dupla Re-Pa não parece correr grandes riscos de percalços neste começo de torneio, tamanha a vantagem técnica sobre os concorrentes, mesmo apresentando sérios problemas de ajustes.


Ganso e a nova chance de renascimento


Caso se entregue com afinco ao jogo coletivo e deixe de lado o enfado que virou marca registrada desde 2012, depois da passagem pela Seleção, Paulo Henrique Ganso pode vir a ser o grande exemplo de renascimento de carreira no futebol brasileiro das últimas décadas.


Sob o comando de Fernando Diniz, técnico que vem se notabilizando por ideias interessantes nem sempre bem executadas, o meia-armador paraense tem nova oportunidade de reencontrar o futebol que o projetou naquele Santos de 2008 e apagar os fiascos recentes no Sevilha e no Amiens.


A conferir.

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