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Gerson Nogueira destaca a volta dos times paraenses à Série B

Restam três rodadas e Remo e Paysandu só dependem de suas forças para garantir o cobiçado acesso à Segunda Divisão.

sexta-feira, 01/01/2021, 09:40 - Atualizado em 01/01/2021, 11:13 - Autor: Gerson Nogueira


Imagem ilustrativa da notícia Gerson Nogueira destaca a volta dos times paraenses à Série B
| Divulgação

A afirmação é baseada em projeções, sem peso matemático, mas é perfeitamente cabível nas circunstâncias de disputa da Série C. Remo e PSC comandam o grupo D, com 7 pontos e 6 pontos. O Pará tem o líder e o vice-líder da atual fase, que está exatamente na metade.

Nas demais posições, aparecem o Londrina (4 pontos) e o Ypiranga, que não pontuou. Como o time gaúcho só pode alcançar 9 pontos, desde que faça uma campanha impecável a partir de agora, é pouco provável que se posicione em condições de subir.

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Um cálculo simples indica que a dupla Re-Pa só tem a concorrência do Londrina na disputa em torno das duas vagas. Desse modo, um dos velhos rivais do nosso futebol já está com o pé na Série B.

Restam três rodadas e ambos só dependem de suas forças para garantir o cobiçado acesso à Segunda Divisão, que o Pará não disputa desde 2018, quando o PSC foi rebaixado.

O Remo, por ora, é o que mais se aproxima da condição de classificado, pela rota mais favorável. Fará um jogo fora, domingo, contra o Ypiranga, e depois decidirá a sorte em confrontos dentro de Belém, com PSC e Londrina. Precisa, teoricamente, de três pontos em nove a disputar.

Já o PSC também reúne grandes possibilidades de chegar lá. Para alcançar a chamada nota de corte (10 pontos), o Papão terá que marcar quatro pontos em três rodadas, com a vantagem presumida de enfrentar um eliminado Ypiranga no último compromisso.

A rodada deste fim de semana deve clarear definições no grupo. Caso não percam, Leão e Papão encaminham o duplo acesso. Caso contrário, é provável que o destino de ambos, como em tantas outras ocasiões, dependa do choque-rei. Quem vencer pode se considerar garantido na Série B. O derrotado terá que arrancar uma vitória na rodada de encerramento.

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O momento é de afirmação dos dois times. Apesar disso, problemas insistem em desafiar os técnicos. No Remo, o ataque voltou a funcionar bem, embora Tcharlles (à dir.) não tenha ainda se firmado como titular pelo lado esquerdo. Wallace segue fazendo muita falta.

No PSC, quase todos as mazelas se localizam no meio-campo, onde Alex Maranhão (à esq.) deveria ser o comandante, mas o fôlego já não ajuda e o time cada vez mais se sente órfão de um meia criativo.

A reafirmação da importância de Eduardo Ramos

Bastaram 25 minutos em campo para o meia Eduardo Ramos liderar a fulminante reação do Remo diante do Ypiranga, domingo passado. Mesmo ainda prejudicado fisicamente pelos 30 dias de recuperação no departamento médico cuidando de uma lesão muscular.

Teve poucas e fundamentais intervenções no jogo, inclusive no aspecto psicológico. Quando a partida descambava para um cai-cai por parte do Ypiranga, Ramos pressionou o árbitro apontando o que era óbvio, mas ninguém dizia: a bola não estava mais rolando diante de tantas interrupções provocadas por lesões ou catimba dos gaúchos.

Quem acompanhou aquele segundo tempo percebeu o valor de Ramos para o equilíbrio do time. Com ele, os demais jogadores recuperaram a confiança partindo para a busca do empate e, em seguida, da virada.

Substituiu Felipe Gedoz, que não fez uma grande partida e abusou dos erros de passe. Ramos foi muito além dele, assumindo claramente o papel de liderança técnica que o técnico Paulo Bonamigo tanto valoriza.

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O rendimento não foi brilhante. Afinal, ficou 17 dias sem contato com bola, mas o envolvimento com o jogo e a noção de que era necessário comandar o processo fizeram toda a diferença.

Amadurecido, Ramos já não parece se preocupar em ser o astro da companhia. Sabe que os críticos, que nunca lhe deram trégua, estão sempre à espreita, mas mostra-se consciente de que o momento exige entrega e participação, mesmo sem estar na plenitude da forma.

É importante observar que, apesar das ausências e a sequência de contusões, além da contaminação por covid, Ramos mantém números que o credenciam. Participou de 21 partidas, marcou oito gols na temporada e é o principal anotador do Leão.

A última participação havia sido contra o Botafogo-PB no final da fase de classificação. Fez falta. O time perdeu identidade no meio-campo e uma voz firme de comando. É fato, também, que Ramos impõe respeito entre os adversários, o que abre caminhos para outros companheiros de equipe.

Depois de levar o Remo à Série C em 2015, após uma temporada que começou mal, Ramos expôs publicamente a vontade de conquistar um novo acesso, para a Série B. Só não disse quando, mas neste ano fica cada vez mais claro que ele encara qualquer parada para concretizar a meta.

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