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Colunistas / Gerson Nogueira

GERSON NOGUEIRA

Gerson Nogueira: primeiro tempo remista e um minuto para o Papão

Colunista comenta final de semana de futebol paraense

segunda-feira, 26/10/2020, 12:32 - Atualizado em 26/10/2020, 12:31 - Autor: Gerson Nogueira


Remo venceu de 5 a 0 na última partida.
Remo venceu de 5 a 0 na última partida. | Samara Miranda/Remo

Valeu pelo primeiro tempo

A goleada era previsível, mas havia dúvida se o time teria concentração diante de um adversário tecnicamente fragilizado (com apenas três jogadores no banco de reservas). A resposta foi altamente positiva: o Remo não só construiu as jogadas que conduziram à vitória, como se mostrou inspirado e intenso, principalmente no primeiro tempo.

O resultado mantém os azulinos em excelente situação no grupo A, com amplas possibilidades de classificação. Com 22 pontos, o Leão precisa somar mais seis, duas vitórias, para terminar entre os quatro primeiros colocados, mas há o objetivo de se classificar bem, nos dois primeiros lugares, o que permitirá um cruzamento melhor na próxima fase.

No sábado à noite, o jogo começou em ritmo forte, mas com predomínio dos setores de marcação, mas aos poucos o Remo foi quebrando as resistências defensivas do Imperatriz. Aos 6 minutos, Marlon foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para a finalização de Tcharlles na pequena área.

O gol entusiasmou os azulinos, que seguiram pressionando, mas, aos 17’, o Cavalo de Aço quase chegou lá. Cesinha cobrou muito bem uma falta da entrada da área. A bola foi no ângulo direito, Vinícius espalmou e a bola caiu nos pés de um atacante maranhense. Atento, o goleiro conseguiu rebater de novo impedindo o gol.

Aos 26’, porém, o Remo voltou a explorar os lados. Wallace cruzou e a bola chegou a Eduardo Ramos, após corta-luz esperto de Hélio. Ramos pegou de jeito e mandou a bola no canto direito da meta maranhense.

O Remo continuou absoluto, explorando todos os setores e tendo liberdade para jogar com Ramos e Tcharlles. O Imperatriz povoava o meio, mas a ala esquerda azulina estava em noite inspirada. Marlon era o jogador mais acionado do time e criava sempre boas situações.

Tcharlles aproveitou um vacilo da zaga, aos 35’, para ampliar de cabeça. A goleada começava a se desenhar, mas o Imperatriz mostrava valentia e de vez em quando ameaçava. Aos 41’, Cesinha cobrou outra falta com muito perigo. A bola resvalou na barreira e bateu no travessão.

O 1º tempo estava no fim, mas Hélio ainda teve tempo de fazer o seu. Oportunista, apareceu na área e tocou rasteiro na saída do goleiro.

Para o 2º tempo, Paulo Bonamigo decidiu dar oportunidade a outros jogadores. A partida estava decidida e o cenário favorecia rodar o elenco. Assim, o estreante Salatiel entrou no lugar de Wallace e Carlos Alberto substituiu Hélio. O Imperatriz só queria evitar um vexame maior e parava as jogadas tentando conter o ímpeto ofensivo do Remo.

Salatiel teve uma boa chance e finalizou com perigo, mas as mudanças tiraram parte da força exibida na etapa inicial. Bonamigo fez então novas mexidas colocando Julio Rusch e Ermel no lugar de Ramos e Charles.

Marlon, aos 22 minutos, cobrou falta e mandou no travessão. O Imperatriz se fechava, mas não deu para impedir o quinto gol azulino. Aos 23’, Ermel aproveitou passe perfeito de Marlon dentro da área, balançando as redes pela última vez. Dioguinho ainda substituiu Tcharlles, mas o jogo estava resolvido. Valeu principalmente pelo 1º tempo quase perfeito, com destaque para as atuações de Marlon, Tcharlles e Eduardo Ramos.

Papão decide jogo em 1 minuto e sai do sufoco

O placar se definiu logo a um minuto. Wellington Reis recebeu a bola pelo lado esquerdo da área, o goleiro se apavorou e saiu para tentar deter o cruzamento. Foi driblado e o chute do volante saiu rasteiro, passou por baixo de Andrei e entrou rente ao poste. O triunfo se desenhava bem mais cedo do que poderia supor até o torcedor mais apaixonado.

Jogador dos mais contestados, Reis acabou sendo responsável por uma vitória importantíssima do Papão na luta para escapar às últimas colocações do grupo A e voltar a acreditar na classificação. O time estava há quatro jogos sem vencer.

A partir daí, o Treze se empenhou em pressionar a defesa paraense e quase empatou logo aos 2 minutos, após cobrança de escanteio. Apesar do esforço, faltava jeito e habilidade ao time paraibano. Os chutes saíam forçados e de longe, para boas defesas do goleiro Paulo Ricardo.

O PSC se limitava a tocar a bola e esperar espaço para contra-atacar. A melhor chance foi no fim do primeiro tempo, com Nicolas, mas o goleiro defendeu com segurança.

No 2º tempo, o panorama não mudou. O Treze atacava e cruzava bolas na área, sem sucesso. Perdeu o volante Maycon, expulso logo aos 6 minutos, e as dificuldades aumentaram de tamanho.

Vinícius Leite quase ampliou aos 15’, mas PH levou o segundo amarelo e as forças se reequilibraram, mas o Treze não conseguia pressionar em nível ameaçador. Márcio Fernandes fez mudanças, colocou Frontini no ataque e a chance do empate veio justamente dos pés do centroavante, mas Paulo Ricardo fez grande intervenção.

O jogo terminou 1 a 0, consagrando a estrela de Leandro Niehues, comandante (interino) nas duas vitórias do Papão fora de casa.

Exterminador de recordes, Hamilton lidera o pódio definitivo

Ao longo de 70 anos de Fórmula 1, 880 pilotos tentaram a sorte nas pistas do mundo. Ontem, Lewis Carl Hamilton conseguiu superar a todos, aos 35 anos de idade e 262 GP’s disputados. Ele conseguiu atingir a quase inacreditável marca de 92 vitórias tornando-se o maior vencedor da história, um exterminador de recordes.

Negro, ativista, politizado. Gênio do esporte, não só das corridas. Ontem, no GP de Portugal, em Portimão, o mundo viu uma nova página da história do automobilismo ser escrita por um piloto que honra antecessores geniais, como o próprio Schumacher, Gilles Villeneuve, Niki Lauda e os brasileiros Emerson, Piquet e Senna.

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