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Colunistas / Gerson Nogueira

GERSON NOGUEIRA

Gerson Nogueira fala de vacina e futebol e volta de Remo e Paysandu

quinta-feira, 30/07/2020, 08:18 - Atualizado em 30/07/2020, 08:18 - Autor: Gerson Nogueira


Torcida só volta com vacina

Sem torcida nas arquibancadas e grana nas bilheterias, os clubes se angustiam com a falta de receita e passam a pressionar pela volta de público. A coluna de ontem tratou disso, focalizando a movimentação da dupla Re-Pa, unida pelo mesmo objetivo. A ideia, porém, não deve prosperar, se levado em conta o posicionamento manifestado pelo presidente da Comissão Médica da CBF, Jorge Pagura.

Segundo ele, as partidas só voltarão a ter presença de torcida quando houver uma vacina contra a doença. Pagura não falou nenhuma novidade, apenas repetiu uma tese unânime entre especialistas do mundo inteiro. Os novos tempos exigem sacrifícios e novas responsabilidades.

O retorno, diz o médico da CBF, só pode ocorrer com responsabilidade e respeito às normas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando o país atinge 90 mil óbitos por covid-19, com mais de 1.500 casos no dia, torna-se inaceitável qualquer tese de afrouxamento de regras. Uma tragédia que podia ser evitada (ou atenuada) assola o país.

Além de presidir a comissão médica da CBF, Jorge Pagura é o coordenador do “Guia Médico para o retorno das atividades do futebol brasileiro”, responsabilizando-se pelas estratégias da entidade na pandemia.

O fato de alguns campeonatos estaduais terem reiniciado em julho e outros com recomeço previsto para agosto (como o Parazão) não altera o entendimento vigente na CBF: os jogos devem se cercar de todos os cuidados e normas protocolares.

Para a retomada do Campeonato Paraense, a partir deste fim de semana, protocolos também deverão ser cumpridos pelos clubes, sob pena de punições drásticas – em caso de negligência, o clube perde pontos e pode ser excluído de competições oficiais em 2021.

Na última terça-feira, 28, um encontro ajustou os itens dos protocolos do Parazão, reunindo técnicos da Secretaria de Segurança Pública, diretores da FPF, Sespa, Corpo de Bombeiros, Seel e Polícias Civil e Militar.

Os testes rápidos serão feitos pelo menos um dia antes de cada partida, no caso de jogadores, comissões técnicas, árbitros e funcionários dos clubes. Os demais – policiais, pessoal de segurança, jornalistas e radialistas – devem fazer exames nos locais de trabalho ou por conta própria.

Um procedimento se repetirá em todos os jogos: na chegada ao estádio, as pessoas terão a temperatura medida, com a presença de equipe médica para atender emergências. É o preço a pagar pela segurança e saúde de todos.

Com novidades, ponteiros do campeonato definem times

Saiu ontem a provável escalação do Castanhal, 3º colocado no Parazão (14 pontos), para o jogo de sábado à tarde contra o Tapajós, na Curuzu. Artur Oliveira tem algumas posições a definir, mas o time provável é este: Iago; Léo Rosa, Lucão, Rafael Lima e PC Timborana; Marcos, Samuel, William Fazendinha e Dioguinho; Pecel e Bruno Santa Maria.

O PSC, que lidera o campeonato (19 pontos) e enfrenta o Paragominas no sábado à noite (Mangueirão), deve confirmar os titulares no treino desta quinta-feira. Escalação mais repetida por Hélio dos Anjos: Gabriel Leite; Tony, Micael, Perema e Bruno Colaço; PH (Uchoa), Serginho e Luís Felipe; Mateus Anderson, Nicolas e Vinícius Leite.

O Remo, vice na classificação (17 pontos), também está praticamente pronto para o embate de domingo, diante do Águia, no Baenão. Mazola Jr. tem treinado esta formação, no 4-3-2-1: Vinícius; Everton, Mimica, Fredson (absolvido anteontem) e Dudu Mandai; Charles (Xaves), Gelson e Julio Rusch; Eduardo Ramos e Gustavo Ermel; Zé Carlos.

Bajulação do Pé de Anjo faz redobrar saudades do Doutor

Não há protesto, nem queixumes exaltados, pelo morticínio de brasileiros devido à covid-19. O comportamento errático do governo federal, que minimizou a gravidade da doença e economizou dois terços das verbas previstas – discriminando Estados, como o Pará, um dos mais castigados pela pandemia –, está a desafiar a lógica e a indignação coletiva. Séculos de escravidão cobram seu preço nessas horas.

Em meio a isso, um ex-jogador resolveu bajular o presidente da República, levando como mimo a camisa do Corinthians. O presenteado não tem culpa, a iniciativa foi do boleiro. Marcelinho Carioca, o Pé de Anjo, deu uma bicuda nas tradições de um clube vinculado às liberdades.

Casagrande reagiu nas redes sociais, lembrando a grandeza do Timão. O próprio clube se manifestou desautorizando a “homenagem”. O fato é que tem gente que sabe cobrar falta e bater na bola, mas não bate bem da cabeça. E tem, ainda, quem envelheça mal e perca o trem da história.

A atitude acentua o valor de vozes como a de Casão e de Dr. Sócrates, craque paraense que envergou com galhardia e altivez a alva camisa da democracia corintiana. O Doutor certamente sofreria muito com a patética cena de ontem.

Remanescente de 2014 tenta jeitinho para jogar em 2022

Com passagem pelo Internacional e Chelsea, além de defender a Seleção Brasileira no Mundial de 2014 (fez o gol de honra na surra diante da Alemanha), o meio-campista Oscar varou com uma ideia gaiata: se naturalizar chinês para disputar a Copa de 2022. Único obstáculo: a Fifa não permite que atletas que já atuaram em competições oficiais – principalmente Copas do Mundo – por um país sejam inscritos por outro. Oscar defende hoje o Shanghai SIPG.

Oscar não é chamado para a Seleção desde 2015 e viu suas chances minguarem ainda mais depois de trocar o Chelsea pelo Shanghai. Ao contrário dele, o ex-botafoguense Elkeson (hoje Ai Kesen) está garantido no selecionado chinês, com três gols em quatro jogos.

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