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GERSON NOGUEIRA

'Há obstáculos no caminho da retomada do futebol paraense', saiba mais!

terça-feira, 23/06/2020, 09:22 - Atualizado em 23/06/2020, 12:10 - Autor: Gerson Nogueira


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Leia mais na análise de hoje | Divulgação/ Ascom Clube do Remo

Obstáculos no caminho da retomada

O povo já não aguenta tantas indecisões e dúvidas quanto ao retorno do futebol no Pará. Todo dia surge uma nova situação, tornando mais incerta a retomada do Campeonato Estadual. A bola da vez é a natureza do protocolo elaborado pela Federação Paraense de Futebol e encaminhado para a apreciação do governo do Estado.

É bem provável que, após a entrega do documento, as datas de treinos e de jogos sejam definidas pelo governo, aprovando os termos que se referem a segurança e procedimentos necessários para que os profissionais envolvidos tenham segurança para voltar a atuar.

O ponto em discussão diz respeito às críticas que o presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, fez sobre a obrigatoriedade ou não de respeito ao protocolo. Há o receio de que nem todos os 10 clubes que participam do campeonato adotem o rigor esperado no cumprimento das determinações.

Na prática, todos os envolvidos devem se submeter ao protocolo referente ao Parazão, mesmo com a possibilidade de novas modificações após a avaliação das autoridades do governo do Estado.

Para o mandatário do PSC, o protocolo não pode ter caráter de cumprimento opcional, mas obrigatório, sujeito a sanções por desobediência. Caso isso não fique bem claro, o clube reafirma a disposição de se ausentar do restante do Parazão.

Como os atletas terão que fazer exames de covid até dois dias antes de cada jogo, com isolamento em regime de concentração até a hora de ir a campo, há o justificado receio de que riscos sejam impostos a quem cumprir à risca o protocolo pela possibilidade de um ou mais atletas “furarem” o isolamento.

Ricardo argumenta que, para evitar a possibilidade de burla ao protocolo, punições devem ser previstas contra atos de negligência ou omissão por parte dos clubes. Um simples adendo ao regulamento do campeonato ou ao próprio protocolo pode resolver o problema.

A questão é que o PSC organizou um protocolo próprio para cumprir todas as etapas previstas pelos médicos para que o elenco se preserve de riscos de contágio. Por isso, o presidente entende que todas as demais equipes devem assumir as mesmas responsabilidades, sob pena de sanções impostas pelo protocolo da competição.

A FPF, por ora, não se manifestou, mas os argumentos dos bicolores estão tecnicamente corretos, perfeitamente aplicáveis. O desdobramento legal é que pode gerar outra confusão: para que as exigências sejam formalizadas será preciso alterar o regulamento do Parazão, o que só é permitido a partir de votação unânime.

Não esquecer que unanimidade é um calo no sapato do PSC, que propôs o encerramento do campeonato (com o título sendo entregue ao Papão), mas teve a ideia barrada por votos contrários no conselho arbitral.

A FPF, através do coordenador da comissão de protocolo, Paulo Romano, já deixou claro que o regulamento da competição difere do protocolo de segurança e qualquer mudança terá que ter a aprovação de todos os clubes. Pondera, ainda, que é importante entender que deve haver preocupação prioritária com a vida e a saúde.

Pelas posições expostas, claros sinais de novos embates pela frente.

Uma invertida justa e categórica do Special One

Técnico do Tottenham, José Mourinho (foto) não engoliu as críticas feitas pelo ex-jogador Paul Merson, questionando o desempenho do artilheiro Harry Kane sob a gestão do português. O jogador passou por um período de inatividade, recuperando-se de lesão. Merson ecoou a insatisfação crescente da torcida do Hotspur, que não vê a hora de voltar a festejar gols de Kane.

Mourinho aproveitou a entrevista protocolar das segundas-feiras para responder. Recordou, de emendada, cinco grandes atacantes com quem trabalhou. “Alguns atacantes jogaram para mim e não eram ruins. Um deles chama-se Didier Drogba e jogou comigo durante quatro temporadas. Anotou 186 gols”, disse de cara.

Em seguida, citou CR7. “Tive outro que também não era ruim, agora joga na Juve. Ele jogou comigo por três temporadas e marcou 168 vezes”. Não satisfeito, o Special One citou mais três goleadores: Karim Benzema, Diego Milito e Zlatan Ibrahimovic.

“Tive outro que também não era mau, chamado Karim Benzema. Jogou comigo por três temporadas. Tive outro, que se chama Diego Milito. Jogou um ano e anotou 30 gols. E ainda tive outro que jogou comigo durante uma temporada e meia. Um tipo alto, chamado Zlatan Ibrahimovic”.

Feita essa visita ao passado, acrescentou que Kane não deverá ter problemas em fazer gols jogando sob sua direção, desde que esteja em forma e envolvido na rotina do elenco.

Como se vê, a língua (e o ego) do técnico lusitano continua afiadíssima.

Palavra do leitor-torcedor

“Não sei se o atual Governo do Estado vai fazer um ‘golaço’ em ter patrocinado as equipes paraenses nas competições nacionais. O tempo pode dizer. Não é de hoje que certas diretorias desses clubes estão mal acostumadas em contar com o patrocínio público, digamos de forma limitada no estadual (Parazão). Seja qual for as gestões que passem por esses clubes, eles(as) parecem já estar cientes e certos de que sempre haverá esse patrocínio, parece que fazem pregar o quadril na cadeira, ao invés de ir além. O marketing é super explorado no futebol europeu, principalmente em produtos. Aqui, só agora com a pandemia que as diretorias estão se movendo pra arrecadar recursos, esforço esse que não era visto antes. É melhor mesmo os clubes darem uma excelente contrapartida. No campo da política alguns protestam em dizer que esse patrocínio deveria ser investidos em áreas ‘essenciais’ de grande impacto em prol da população paraense. Que Paysandu e Remo estejam presentes na Série B, ano que vem. E Independente e Bragantino na C.

Parabéns, Gerson Nogueira, gosto muito do seu trabalho”.

Yan Oliveira Fonseca

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