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Colunistas / Gerson Nogueira

CLÁSSICO

Desfalques no Remo desafiam Mazola Júnior; veja mais na coluna de Gerson Nogueira

sexta-feira, 06/03/2020, 10:48 - Atualizado em 06/03/2020, 11:05 - Autor: Gerson Nogueira


O técnico remista vai ter que se virar nos 30
O técnico remista vai ter que se virar nos 30 | Divulgação/ Ascom Remo

Desfalques desafiam Mazola

Poucas vezes um time chegou tão desfalcado a um Re-Pa. Depois da atualização de ontem sobre a quantidade de lesionados, o técnico Mazola Júnior tem o desafio de montar o time para domingo sem contar com sete jogadores importantes – Fredson, Charles, Ronaell, Douglas Packer, Gustavo Ermel, Gelson e Dudu Mandai. E o lateral esquerdo Ronald, que encantou os torcedores no jogo de domingo, sofreu entorse anteontem e também virou dúvida para o clássico.

Diante de cenário de terra arrasada, como Mazola pode formatar o time para enfrentar o maior rival? A primeira hipótese: Vinícius; Nininho, Mimica, Neguete e Jansen; Xaves (Lailson), Djalma, Lukinha e Robinho (Eduardo Ramos); Jackson (foto) e Hélio Borges. Há uma versão mais alternativa, no 3-5-2: Vinícius; Neguete, Mimica e Jansen; Djalma, Xaves, Lailson, Eduardo Ramos e Lukinha (Robinho); Jackson e Wesley.

Mazola certamente trabalha com vários formatos para compensar a carência de opções logo em seu segundo compromisso à frente do Remo. A lateral-esquerda, sempre problemática, perdeu o titular Ronaell na partida contra o Carajás e corre sério risco de ficar também sem o substituto Ronald, que teve atuação bastante elogiada. Com contusão grau 1, o jogador será submetido a testes no sábado.

Outra consequência dessa impressionante onda de desfalques é que as baixas forçam o aproveitamento de jogadores que não cumprem um bom começo de temporada, alguns até afastados do time titular.

Caso, por exemplo, do lateral Nininho, muito criticado pelas más apresentações conta Águia, Brusque e Carajás, jogo no qual falhou no lance do gol adversário. Robinho também não apareceu bem ao jogar como titular da meia-cancha. E o contestado volante Xaves, que foi barrado por Mazola após atuações fracas no Parazão e na Copa do Brasil, tem a chance de voltar ao time, embora Lailson e Warley também possam atuar na função de primeiro volante.

Por outro lado, da forma como os problemas musculares têm se repetido no elenco azulino já há quem critique a carga de exercícios no período de pré-temporada. Lesões são ocorrências normais em início de temporada, mas quando ocorrem em larga escala justificam questionamentos.

Momentos assim reforçam a convicção de que o futebol depende cada vez mais dos jogadores polivalentes. O Remo tem Djalma, Jansen, Lukinha, Neguete e Hélio Borges como curingas, mas ainda é pouco.

Embaixador desonra imagem do craque fora-de-série

Ronaldinho Gaúcho (foto) foi eleito duas vezes o troféu de melhor do mundo (2004 e 2005), virou ídolo do Barcelona e glorificado como o melhor driblador da Europa quando no auge da carreira, comparado até a Mané Garrincha. É o único craque a ter conquistado a Champions League, a Libertadores, a Copa do Mundo e o troféu Fifa de Melhor do Mundo.

Até hoje é recepcionado com honras em qualquer país do mundo, despertando reverência e respeito. Problema é que o próprio Ronaldinho não parece se respeitar. Na quarta-feira, abalou o mundo do futebol ao ser preso no Paraguai com um passaporte grosseiramente falsificado.

Derrapada terrível, até mesmo para quem vive flertando com o lado mais sombrio do mundo dos negócios. Nos últimos tempos, visita o noticiário policial com incômoda frequência. Teve o passaporte retido por prática de crime ambiental no Rio Grande do Sul. Logo depois, foi denunciado por envolvimento no golpe da pirâmide.

Como apoiador de Bolsonaro, ganhou credenciais de embaixador turístico do Brasil, para divulgar a imagem do país pelo mundo. A trapalhada paraguaia mostra que o embaixador não está à altura do cracaço que encantou o mundo no começo da década de 2000. Uma pena.

Galinho defende Gabigol e vê Seleção burocrática

Como ilustre aniversariante da semana e grande personagem do futebol brasileiro, Zico se manifestou nesta semana defendendo a presença de Gabriel Barbosa na Seleção. O raciocínio é simples: como principal artilheiro do país, o atacante não pode mais ser ignorado por Tite. O Galinho foi além: outros rubro-negros deveriam ser chamados. Referia-se a Bruno Henrique, Gerson, Everton Ribeiro e Rafinha.

“Sempre defendi que deve ir para a Seleção quem está melhor no momento. Acho que no Brasil ninguém está melhor que o Gabigol. Então, não seria nada demais se ele assumisse logo a titularidade. Hoje, você tem o Gabriel Jesus, reserva do City, e o Firmino, que é titular do Liverpool, mas joga com outra característica na seleção”, justificou.

Quanto ao aproveitamento de outros jogadores do Flamengo, Zico compara com os anos dourados do futebol no Brasil quando Santos e Botafogo constituíam a base da Seleção. O melhor time deve ser a referência.

Sobre o estágio atual da Seleção, a opinião não é das mais simpáticas. Segundo ele, o escrete perdeu a magia e a identificação com o torcedor. A crítica é semelhante à da imensa maioria da torcida brasileira, mas saindo da boca de Zico adquire outro peso.

“Precisamos de um futebol mais alegre, audacioso. A seleção brasileira parece jogar por obrigação, parece que os jogadores não estão muito felizes por estar lá. E isso repercute dentro de campo, com um futebol burocrático, sem vibração. O começo do Tite foi muito bom, mas quando os adversários começaram a se preparar melhor, parece que nós não tínhamos um Plano B e o rendimento caiu”, disse o Galinho, prenhe de razão.

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