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Colunistas / Gerson Nogueira

LEMBRAR PARA NÃO ERRAR

Remo faz campanha contra o Nazismo; veja outros destaques na coluna de Gerson Nogueira

segunda-feira, 27/01/2020, 09:52 - Atualizado em 27/01/2020, 09:56 - Autor: Gerson Nogueira


| Ascom Clube do Remo

Um líder que segue devendo 

Ainda não foi desta vez que o Remo conseguiu passar confiança ao seu torcedor. Ontem, no estádio Jornalista Edgar Proença, com chuva e gramado pesado, sobrou vontade e comprometimento, mas ficou faltando bom futebol. A vitória por 1 a 0 garante a liderança temporária do Campeonato Estadual, mas deixou mais dúvidas do que certezas quanto ao potencial do time de Rafael Jaques.

O gol nasceu de um erro na saída de bola da zaga do Carajás. Jackson recebeu bola recuada por Dodô, entrou na área e tocou rasteiro, aos 5 minutos do 2º tempo. Do ponto de vista prático, o Remo cumpriu o seu papel. Ganhou três pontos e ingressou na zona de classificação, mas ficou devendo no aspecto técnico.  

Sem sistema bem definido, a equipe não demonstra capacidade de criar jogadas e envolver o adversário. O 4-3-2-1 parece mal ensaiado e o meio-campo não tem vida. É lento, burocrático e improdutivo. Prevalecem os passes laterais e recuos de bola, o que facilita a marcação adversária. Havia sido assim na estreia diante do Tapajós e se repetiu frente ao Carajás. Robinho substituiu Eduardo Ramos, e nada mudou.

Contra um adversário tecnicamente limitado, o Remo sofreu além da conta. Tentou explorar os corredores laterais, mas os cruzamentos eram sempre dominados pela dupla de zaga do Carajás, Daniel e Felipe. O ataque conseguiu nove escanteios, mas o goleiro Gabriel só foi incomodado quando o atacante Jackson ganhou rebote e tentou entrar na pequena área.

Gustavo Ermel, o atacante mais habilidoso, buscou os mesmos caminhos do jogo com o Tapajós. Carregava a bola, passava pelos marcadores, mas ao insistir nos dribles acabava não finalizando. Jackson movimentou-se bastante, tentando abrir espaços e acabou recompensado com o gol.

Pelos lados, o time deu a impressão de que pode evoluir. Djalma esteve bem, auxiliando Lukinha nas investidas pela direita e participando de ações no meio-campo. Na esquerda, Ronaell conseguia render quando avançava, mas falhava muito defensivamente.

Depois do intervalo, o gol logo aos 5’ tranquilizou o time, embora o Carajás também fizesse tentativas em contra-ataque, com Adauto e Pulga. O jogo ficou menos truncado do que no 1º tempo, mas ainda repleto de erros de passe. Lukinha era o mais dinâmico do Remo, mas ainda sem encontrar uma faixa por onde desenvolver melhor seu jogo.

Rafael Jaques custou a mexer no time. Ficou esperando para ver e Lukinha e Ermel teriam condições de ir até o fim. A primeira substituição, de Ermel por Wesley, aos 32’, nada acrescentou ao ataque. Depois, Douglas Packer entrou no lugar de Robinho, qualificando o passe. Hélio Borges, que substituiu Lukinha, foi o mais participativo, chegando a arriscar um sem-pulo que quase resultou no segundo gol.

O volante Dodô foi expulso e o jogo só foi ganhar alguma emoção no final, quando Felipe cabeceou sobre o travessão de Vinícius, após falta cometida por Ronaell em Jailson junto à grande área.

Papão x Tubarão fazem duelo pela liderança

O Bragantino é o desafio desta noite no caminho do PSC. Depois de vitórias na primeira rodada do Parazão, os times que disputaram o 3º lugar do campeonato do ano passado – com o Tubarão levando a melhor – se enfrentam na Curuzu em duelo que tem um ar de revanche. Os bicolores precisam da vitória para confirmar o bom começo na competição. O Braga tem o mesmo objetivo, projetando campanha melhor do que a de 2019.

A partida tem todos os ingredientes para ser o primeiro grande embate do campeonato. Os dois times têm qualidade técnica e têm como característica a vocação para o jogo ofensivo. No Papão, o atacante Uilliam pode ser a atração da noite. Está cotado para estrear.

Kobe: um gigante com história única na NBA

O mundo foi pego de surpresa, ontem à tarde, com a notícia da morte de Kobe Bryant em acidente de helicóptero, na Califórnia. Um dos melhores jogadores de basquete da história, ele tinha 41 anos e era um dos craques mais queridos e respeitados da história da NBA. Quando surgiu, representou um alento. Explico: o genial Michael Jordan estava prestes a se aposentar e a chegada de um cracaço como Kobe compensou essa perda.  

Como viveu parte da infância na Itália, Kobe acompanhou de perto seu ídolo: ninguém menos que o brasileiro Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, reverenciado publicamente pelo gigante norte-americano e ídolo dos Lakers. Além da admiração por Oscar, Kobe era fã do futebol brasileiro, cultivando amizade com Neymar (que o homenageou em partida do Campeonato Francês). Torcia pelo Barcelona.    

Comprometido, disciplinado e perfeccionista ao extremo, há um episódio do começo de sua carreira que sempre me impressionou. Certa vez, ele machucou a mão direita, ficando sem poder arremessar por dois meses, mas Kobe espantou a todos quando apareceu para treinar arremessos apenas com a mão esquerda, para não perder a manha.

Os números são fantásticos. Foram 33.643 pontos, cinco títulos, um troféu de MVP de temporada 2008, dois MVP's de finais em 2009 e 2010, e duas medalhas de ouro olímpicas, em 2008 e 2012.

Diante de sua partida repentina e trágica, só temos a agradecer pelo muito que ele fez enquanto atleta, cidadão e exemplo de excelência no esporte.

Um brado de alerta contra o horror do nazismo

No jogo de ontem, o Remo usou uma camisa especial, com a estrela de Davi sobre o escudo. É parte da campanha internacional WeRemeber, que remete ao Holocausto e foi criada para lembrar o passado e proteger o futuro contra a intolerância, o preconceito e o ódio. No Brasil de hoje, toda forma de esclarecimento é bem-vinda. 

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