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Paysandu se reinventa para buscar retomada na Série C; isso e mais por Gerson Nogueira

quinta-feira, 04/07/2019, 08:28 - Atualizado em 04/07/2019, 14:01 - Autor: Gustavo Dutra


| Jorge Luiz/PSC

Em busca da retomada

Sem Tiago Luís e Leandro Lima, o PSC tenta hoje em Tombos retomar a pegada vitoriosa exibida no Re-Pa. Os desfalques forçaram mudanças no esquema habitual e Hélio dos Anjos divide-se entre os cuidados com a marcação e pretensões de contra-ataque.

Elielton, Nicolas e Vinícius Leite estão cotados para a linha de frente, o que deve proporcionar mais leveza e troca de passes nas tentativas ofensivas. O Tombense não é um time defensivamente forte, mostra problemas de cobertura e o Papão tem possibilidades de explorar isso.

A grande mexida se localiza no meio-de-campo, onde Tiago Primão retorna à função de articulador, tendo os volantes Uchoa e Léo Baiano (estreante) na cobertura. A entrada de Léo Baiano mostra que Hélio não está muito satisfeito com os volantes do elenco. Baiano foi uma indicação direta dele e já ganha a primeira oportunidade três dias depois de sua chegada.

Wesley Pacheco, que só teve chances entrando no segundo tempo, é outro que pode vir a ser lançado na partida, caso a opção seja por um jogo mais de aproximação e investidas pelos lados.

Em sétimo lugar na tabela de classificação, com 12 pontos, o Tombense tem a terceira pior defesa do grupo B, com 12 gols sofridos, mas exibe um ataque que marcou o dobro (10) de gols do Papão. Dois pontos atrás dos bicolores, o time mineiro tenta reagir na competição depois de um começo ruim.

Está claro para quem acompanha a campanha do PSC que o grande problema da equipe está no meio e no ataque, anêmico a ponto de ser o pior de toda a Série C. Hélio tem esse tremendo quebra-cabeça para resolver, testando jogadores e improvisando, como fez com Tiago Luís centralizado no Re-Pa. Como não contará hoje com o seu principal meia ofensivo, vai partir para a saída rápida pelos lados para explorar as subidas do time da casa.

Pode dar certo.

Uma Copa América valorizada pelas surpresas

Das gozações na internet festejando a ausência de Neymar e o sarro em cima dos hermanos, o clássico Brasil e Argentina de anteontem reviveu o lado mais gostoso da rivalidade. Refiro-me ao chororô (justificado) deles pelos penais não revisados pelo VAR, às cenas típicas de Sucupira, como a inusitada meia volta olímpica presidencial, e às bobagens de Gabriel Jesus tentando dar uma resposta pós-vitória em Casagrande.  

A Seleção fez o seu melhor jogo desde as Eliminatórias, o VAR se mostrou silente e o pressionado Tite não tem rigorosamente do que se queixar, pois, além da arbitragem débil do equatoriano, o time argentino entrou em modo desespero ainda no final do primeiro tempo.

Daniel Alves, que costuma perder fôlego no segundo tempo, jogou como um menino. Correu, marcou e armou magistralmente, como no lance inspirado do primeiro gol quando chapelou um adversário, entortou outro e botar um passe cara-torta nos pés de Firmino para o passe em direção à Gabriel Jesus.

O segundo gol foi consequência natural da barafunda tática argentina, confusão que destoou da grande atuação de Lionel Messi e do esforço de Agüero. Curiosamente, os argentinos chutaram 13 vezes a gol e o Brasil foi tão econômico quanto cirúrgico: de três chutes certos, dois entraram.

Além das surpreendentes performances de Dani Alves e Jesus, que há tempos não mostravam bola, Tite segue muito bem na foto com os deuses da bola. Ontem à noite, a outra semifinal definiu o adversário dos sonhos: o Peru de Guerrero.

A equipe dirigida por Ricardo Gareca mostrou-se renovada em relação à goleada sofrida perante o Brasil e dominou o Chile, bicampeão da competição. Marcou dois gols no primeiro tempo e não relaxou. Marcação forte, concentração máxima, movimentos bem ordenados, anulando os principais valores do adversário, Vidal e Sanchez.   

O espírito de competição carimbou cada jogada peruana. Contou com a segurança do goleiro Gallese, que pegou no final um pênalti de Vargas em cavadinha e foi peça destacada em campo. Estratégia e execução de plano tático em altíssimo nível, com atuação coroada por um golaço de Guerrero nos instantes finais.

Carajás campeão e Desportiva, de novo, prejudicada

O que acontece com o Campeonato Paraense Sub-17, que terminou ontemcom a conquista do Carajás (que goleou o Remo por 5 a 2), é algo que desafia a lógica e o bom senso. O TJD não acatou um último recurso apresentado pela Desportiva e, com isso, o clube permaneceu impedido de disputar a semifinal contra o Remo. Estranhamente, o presidente da corte não considerou a reivindicação e puniu o reclamante porque não havia pago a taxa correspondente, fato que poderia ter sido relevado.

Fico a imaginar a frustração dos garotos, responsáveis por uma trajetória impecável, espelhada na melhor campanha de todas as equipes disputantes. Desde a polêmica em torno do remanejamento dos jogos para o Mangueirão, por decisão da FPF, a Desportiva já se considerava prejudicada.

Há, lá atrás, a questão envolvendo um recurso da Desportiva durante a Segundinha de acesso ao Campeonato Paraense. Parece a má vontade começou ali. Sob todos os pontos de vista, são fatos que põem em dúvida o verdadeiro sentido de Justiça.  

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