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Ministro da Defesa visita centro de operação Amazônia Azul, em Belém

quinta-feira, 31/10/2019, 08:04 - Atualizado em 31/10/2019, 08:24 - Autor: Wesley Costa


Fernando Azevedo e Silva foi recebido pelo comandante de operações navais, Leonardo Puntel, na sede do 4º Distrito Naval
Fernando Azevedo e Silva foi recebido pelo comandante de operações navais, Leonardo Puntel, na sede do 4º Distrito Naval | Mauro Ângelo/Diário do Pará

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, esteve em Belém para cumprir agenda de visitação aos centros da “Operação Amazônia Azul – Mar limpo é Vida”, que tem como objetivo combater as manchas de óleo que se espalharam por diversas praias do nordeste brasileiro. O visita ocorreu nesta quarta-feira (30).

Assim que chegou ao comando do 4º Distrito Naval, em Belém, o ministro participou de uma videoconferência com o Centro de Comando de Brasília, capitanias fluviais e organizações militares que estão monitorando a situação. Em seguida, concedeu entrevista coletiva à imprensa para comentar sobre o incidente que atinge a costa do País.

“Dois motivos me trazem aqui. O primeiro é para elogiar o comando conjunto do Norte Amazônia Oriental pelos resultados alcançados na nossa ‘Operação Verde Brasil’ que combateu os incêndios ilícitos. O segundo, é para prestigiar essa operação que está em curso. É um incidente lamentável e de graves consequências ambientais. Mas, desde os primeiros sinais de óleo, as Forças Armadas, por meio da Marinha, têm acompanhado essa situação”, disse o ministro.

Fernando Azevedo e Silva informou que, além da Marinha do Brasil, outros organismos internacionais estão trabalhando para tentar identificar a origem do óleo. “Isso nunca havia ocorrido. O incidente atingiu algo que nós temos de muito bonito. Agora temos de montar um dispositivo de expectativa, porque as reservas ambientais do Pará, Maranhão, Piauí e Amapá são muito ricas. Então viemos prestigiar, consolidar e ver o nível operacional que se encontram essas ações”, explicou.

Segundo o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra, Leonardo Puntel, por se tratar de um “óleo pesado”, o trabalho para prever novos pontos atingidos acaba sendo prejudicado. “A substância que não se adere à superfície navega de forma submersa e que não dá para detectar. Nenhum equipamento eletrônico consegue identificá-lo, e a visualização a olho humano também é muito difícil. Mas o que podemos dizer é que nos últimos dias têm decrescido essa quantidade de óleo”, afirma.

O comandante comentou ainda sobre a participação de populares e voluntários no combate aos focos e limpeza das praias. “Nós temos que dividir a participação dessas pessoas. Os populares são aqueles que vão de qualquer maneira, sem nenhuma preocupação. Já os voluntários são pessoas que estão preparadas com equipamentos e tecnicamente para agir. Esses são muito bem-vindos e são excelentes na nossa ação”, disse Puntel.

Com relação às praias do Estado, o comandante da Marinha afirmou que não há nenhum registro de manchas de óleo nas praias do Pará e nem do Maranhão.

MONITORAMENTO

Independentemente da não confirmação de casos, o Governo do Estado informa que tem trabalhado de forma preventiva, monitorando toda a área litorânea. O secretário adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rodolpho Zahluth, disse que no último dia 21, foi realizada a primeira ação de prevenção. “Nós fizemos um sobrevoo de cerca de 200 milhas na costa atlântica paraense, envolvendo 12 municípios até a divisa com o Estado do Maranhão. Nesse momento nenhuma ocorrência visual foi verificada”, disse.

As equipes também percorreram a localidade por terra e visitaram povoados dos municípios de Viseu e Augusto Corrêa. Na ocasião, foram ouvidos relatos de conversas com pescadores que também não teriam identificado nenhuma ocorrência na região. De Belém, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, seguiu para Recife (PE), onde visitou também o Centro Operacional Regional da região, finalizando sua agenda de monitoramento no Centro Operacional de Salvador (BA).

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