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Obras se arrastam e prejudicam quem trabalha nos portos da Palha e do Açaí

terça-feira, 08/10/2019, 07:57 - Atualizado em 08/10/2019, 08:14 - Autor: Wesley Costa/Diário do Pará


| Mauro Ângelo/Diário do Pará

A rotina de passageiros que precisam embarcar e desembarcar no Porto da Palha, no bairro da Cremação, em Belém, tem se tornado cada vez mais difícil. E os feirantes que necessitam da estrutura do local para escoar e receber mercadorias também reclamam das péssimas condições do espaço.

Em agosto deste ano, parte da estrutura da ponte feita em madeira desabou. Atualmente o acesso está sendo feito por uma pequena rampa improvisada que não oferece nenhuma segurança. O Presidente da Associação dos Feirantes e Moradores do Porto da Palha, João Barbosa, disse que as obras de emergências de recuperação do espaço teriam começado apenas há 12 dias.

“Nós ainda estamos aqui na luta. A situação piorou quando houve aquela queda da ponte que agora está sendo refeita pela prefeitura, mas apenas de forma provisória”, diz. “A promessa que nos foi feita é de que uma nova estrutura seria erguida nesse terreno ao lado, mas também não foi dada nenhuma previsão para o início dessas obras”, conta.

O projeto mencionado teria sido apresentado pelo prefeito Zenaldo Coutinho em abril desse ano. Devido à grande movimentação de passageiros e trabalhadores, parte dos produtos que chegam no porto precisam ser colocados em uma área de coberta particular, cedida temporariamente. O acesso de carro e caminhões também foi limitado.

Sem saber quando as obras definitivas do porto serão iniciadas, o presidente da associação informou que o prazo dado pela empresa que faz a reconstrução do trapiche é de que até o final do mês a estrutura seja entregue à população. “O que foi nos dito é que no momento não se poderia fazer nada de concreto devido ao projeto que já existe. Enquanto isso ficamos aguardando na esperança de uma melhora para nossa gente”, disse João Barbosa.

AÇAÍ

Um pouco mais a frente um outro grupo de feirantes também estão sentindo na pele a demora de uma obra que se arrasta desde 2015. Com o prazo de conclusão mudado por várias vezes, o novo Porto do Açaí continua apenas na promessa. As pequenas embarcações que chegam se atrelam em vigas de madeiras apodrecidas da estrutura do trapiche completamente deteriorado. Quem chega com os paneiros de açaí precisa se equilibrar na ponte com várias tábuas soltas ou ausentes. O risco de levar a mercadoria até o comprador virou rotina na atividade portuária desenvolvida ali.

Alunos que estudam em Belém, mas que moram em ilhas que ficam na outra margem do Rio Guamá, também se arriscam durante a subida e descida da única escada de acesso, que pode desabar a qualquer momento. Um outro trapiche feito em concreto foi erguido ao lado do antigo que é utilizado até hoje, mas a estrutura que não foi totalmente finalizada não está servindo para o atraque das embarcações. A equipe de reportagem do DIÁRIO chegou a flagrar alguns operários trabalhando na área, mas segundo os frequentadores do espaço que conversaram com a reportagem o andamento da obra ainda é muito lento.

A placa contendo informações sobre a obra feita pela prefeitura de Belém informa que o valor do serviço de requalificação do Porto do Açaí está orçado em mais de 4 milhões de reais. A entrega do novo porto está prevista ainda para esse ano, no mês de dezembro.

Resposta da Prefeitura de Belém

- Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que a obra no Porto do Açaí está em andamento e será entregue até o final do ano. Com relação as pontes da feira do Porto da Palha, equipes da Secretaria de Saneamento (Sesan) estão trabalhando no local desde o mês passado. “Toda a estrutura danificada da ponte está sendo desmontada para, em seguida, iniciar o processo de reconstrução de novas pontes de madeira no espaço”, promete.

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