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TRÁFICO HUMANO

Jovens brasileiras fãs de K-Pop viram escravas sexuais na Coreia do Sul

terça-feira, 03/09/2019, 15:03 - Atualizado em 03/09/2019, 15:03 - Autor: DOL


| Reprodução

Sete brasileiras viveram dias de terror na Coreia do Sul após terem sido convidadas ao país asiático com a promessa de que poderiam se tornar artistas de K-Pop (música pop coreana): as vítimas, no entanto, foram enganadas e obrigadas a se prostituir. As informações são do portal The Korea Times. 

Segundo a polícia de Ilsan Dongbu, no último domingo (1º), cinco coreanos foram detidos acusados de confinamento, tráfico humano e exploração sexual.

A reportagem do jornal asiático afirma que os suspeitos entraram em contato com as brasileiras - a maioria delas entre 20 e 30 anos de idade - por meio das redes sociais em julho. Todas elas se interessavam pela cultura pop coreana.

Para convencer as brasileiras a viajar para a Coreia do Sul, os homens prometeram ajudá-las a se tornarem artistas ou modelos no país e lhes forneceram passagens de avião de ida e volta gratuitamente. As vítimas chegaram à Coreia em meados de julho.

Ainda segundo o jornal, depois da chegada das brasileiras ao país asiático, os suspeitos confiscaram os passaportes delas, confinaram as vítimas em alojamentos das cidades de Goyang e Paju, na província de Gyeonggi, e cancelaram os voos de volta ao Brasil.

Em seguida, os homens “venderam” as vítimas a casas de prostituição pelo valor de 2 milhões de wons por mulher, o equivalente a cerca de R$ 6.800.

Os criminosos passaram, então, a ameaçar as mulheres e disseram que elas teriam que trabalhar para pagar o custo das passagens aéreas. Eles também declararam que as vítimas seriam acusadas de prostituição caso denunciassem o caso à polícia local.

De acordo com The Korea Times, as mulheres aproveitaram um descuido dos homens que as vigiavam e conseguiram entrar em contato com a embaixada brasileira na Coreia do Sul no dia 17 de agosto. Depois de ouvir a embaixada, a polícia local fez uma operação de resgate e as libertou.

As vítimas foram levadas a abrigos de proteção para mulheres imigrantes.

(Com informações do portal Metrópoles)

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