A violência que mancha a rotina no trânsito

Terça-feira, 05 de agosto de 2014, 13h30. É grande a movimentação na avenida Almirante Barroso, uma das principais de Belém, capital do Pará. Próximo ao cruzamento com a travessa Lomas Valentinas, no bairro do Marco, dezenas de pessoas se aglomeram na via exclusiva para ônibus expressos, outras olham atentas das empresas próximas ao local. Passageiros nos coletivos e viajantes em carros particulares buscam entender o que está acontecendo.

O motivo de tanta mobilização é a morte do motociclista Antônio Maria Soares da Silva, 49 anos, que ao tentar avançar o sinal de vermelho foi, não somente atingido, mas arrastado por um coletivo de linha expressa no sentido bairro-centro. A marca do sangue acompanhava o gradil que separa a via exclusiva de ônibus da ciclovia.

Avenida Almirante Barroso com a travessa Lomas Valentinas: cruzamento de muitos acidentes | Foto: Cezar Magalhães

O trânsito fica lento por conta da curiosidade dos condutores, que desaceleram para observar a situação; e pelo aumento do fluxo de automóveis na avenida, já que a via expressa está interditada em um sentido.

É possível observar circunstâncias e aspectos do trânsito em Belém, apenas neste caso: a imprudência ao se avançar sinal fechado; a recorrência em acidentes com motociclistas; o alto número de ocorrências em cruzamentos e no bairro do Marco; a falta de vias de escoamento do tráfego, que ocasionam congestionamentos; a falta de sistema de transporte coletivo - de fato, operante e eficiente; além, é claro, da curiosidade e pouca surpresa das pessoas com mais um acidente com vítima fatal.

A situação pode lembrar também a máxima de que “Uma pessoa que sofre um acidente é notícia. Várias, estatística”. A frase, retomada de forma poética e irônica no filme “Nós que estamos por vós esperamos” (1999), de Marcelo Masagão, pode servir ainda para falar do trânsito da Grande Belém.

Todos os dias, em especial pela manhã, acidentes são registrados nas mais diferentes ruas e avenidas da capital paraense. Acidentes, é bom lembrar, segundo a etimologia, são fatos que não são esperados, se tornaram previsíveis e, ainda assim, inevitáveis. Sejam pequenos choques ou mesmo graves ocorrências, trafegar é um desafio, com muitos riscos.

O Especial Vias de Guerra traz reportagens especiais, dados, galerias, vídeos e infográficos que discutem o papel de todos que fazem parte do trânsito de Belém: dos pedestres aos condutores, passageiros aos ciclistas, agentes de trânsito aos motociclistas, sem esquecer que o trânsito também é em boa parte relacionado às condições de infra-estrutura das vias e ao sistema de transportes. Trata-se de uma guerra silenciosa e preocupante, na qual todos já foram ou podem ser personagens.

Problema acompanha o panorama nacional

As vias de guerra parecem se ramificar e se interligar Brasil afora. Segundo dados divulgados em julho último, pelo Ministério da Saúde referentes ao ano de 2012, a cada hora cinco pessoas morrem no trânsito do país. Em uma conta simples, chegamos ao assustador índice de quase 45 mil pessoas que perdem a vida, a cada ano, ao trafegar em alta velocidade por uma rodovia nacional, serem atingidas por um veículo que avança o sinal ou mesmo ao perderem o controle do veículo, entre tantas outras circunstâncias.

A Grande Belém é marcada por graves acidentes, em especial na BR-316, única via terrestre de saída da Região Metropolitana. | Foto: Cezar Magalhães

Alarmantes, os dados do Ministério da Saúde registram somente os casos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isto é, o número de ocorrências com vítimas fatais deve ser bem maior se forem contados os casos registrados em hospitais particulares.

Na Guerra civil da Síria, por exemplo, de março de 2011 a abril de 2014, segundo a ONU, cerca de 200 mil pessoas já teriam sido mortas, resultando em uma média de 50 mil mortes ao ano, índice próximo ao de vítimas fatais no trânsito brasileiro.

Os acidentes são diários e já representam o principal motivo para atendimentos e internações no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Nesse panorama, as ocorrências envolvendo condutores de motos lideram o número de internações.

Trafegar é preciso. Estar atento aos problemas e possibilidades que o trânsito de Belém apresenta, também. O Especial Vias de Guerra discute soluções e alternativas para o trânsito da capital paraense e sua região metropolitana.

O trabalho é assinado pelo repórter Enderson Oliveira, com infográficos e vídeos do multimídia Maycon Nunes, imagens do repórter fotográfico Cezar Magalhães, desenvolvimento Rodrigo Fiel e Leônidas Amorim e sob coordenação e editoria de Fabiana Batista.

 

Pressa: maior inimiga da segurança

A principal infração cometida no Estado do Pará, e em Belém, é o excesso de velocidade. Os dados são do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA). A rapidez ao volante coloca em risco não somente a segurança dos condutores e passageiros dos "apressadinhos", mas dos demais automóveis e outros atores do trânsito, como ciclistas e pedestres.

Em entrevista a este especial, Carlos Valente, coordenador de planejamento do Detran/PA, destacou que o trânsito é um espaço de sociabilidade, onde deve imperar o respeito mútuo entre os cidadãos. Deve existir também a colaboração para ajudar a transformar o tráfego de veículos na circulação de pessoas, aonde todos tenham seus direitos e deveres seguidos e respeitados.

Exemplo dessa necessidade é o momento do pedestre parar em um semáforo. O que é uma circunstância momentânea, e necessária, por vezes termina resultando em graves acidentes e mortes. “O condutor precisa entender que quando o sinal fecha o seu direito de trafegar é momentaneamente cerceado e passa a ser do pedestre ou passante. Infelizmente vários condutores não obedecem isso e acabam se colocando e colocando outras vidas em risco”, destaca Valente, que também é psicólogo especializado em trânsito.

Mesmo com sinalização, pessoas atravessam a faixa de pedestre com medo. O receio é motivado pela pressa e desatenção de condutores. | Foto: Cezar Magalhães

O alerta de Valente está longe de ser aleatório: em todo o Pará, num intervalo de três meses (janeiro a março de 2014), segundo dados do Detran, as infrações envolvendo excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho lideravam as estatísticas.

Somente em Belém, 226.246 condutores foram autuados por transitar em velocidade superior a permitida até 20%; 43.034 por transitar em velocidade superior a permitida entre 20% a 50% e 21.835 por avanço de sinal.

O “jeitinho brasileiro” reforça a má conduta de motoristas. “Passei devagarinho” (sic), “Ninguém estava atravessando” e, até mesmo “Não tem guarda, passei devagar” são frases comuns ao se interpelar ou mesmo questionar o porquê do avanço de sinal por parte dos condutores. O “jeitinho” também colabora para o índice de outras infrações, como estacionar em local proibido ou na faixa de pedestres. Seja por pressa, desatenção e imperícia ao volante, não é raro ver em algum cruzamento alguém parando em cima da faixa. A sensação ou aposta de que “vai dar tempo” de passar em um sinal amarelo pode resultar não somente na infração de uma regra, mas também em freadas bruscas e mesmo fatalidades, como atropelamentos, colisões e capotamentos.

Imprudência e impunidade, lado a lado

Cabe aos condutores a consciência de que suas ações podem impactar diretamente, não somente na conduta de outras pessoas, mas também no próprio estado de saúde e segurança. Exemplo desta falta de conscientização é a preocupante, e muitas vezes fatal, combinação entre álcool e direção.

Confira alguns dos acidentes que marcaram o ano

Em 2014, em Belém, alguns casos que ainda seguem sendo investigados levantaram suspeitas sobre o consumo de bebidas alcóolicas por parte dos condutores e direção perigosa. Seja pela demora em inquéritos e processos, descaso com a própria vida e dos outros ou mesmo a sensação de que “não acontecerá comigo”, muitos condutores consomem bebidas alcóolicas e dirigem em alta velocidade ou terminam dirigindo após consumir algum tipo de medicamento.

Cruzes às proximidades da parada de ônibus representam as vítimas de uma tarde de tragédia na capital. | Foto: Cezar Magalhães

VIA EXPRESSA: ESPERANÇA TRANSFORMADA EM PROBLEMAS

  • Teste

Estatísticas confirmam um grande problema

Questão de segurança, saúde e economia

A violência diária no trânsito na Grande Belém transforma cada vez mais condutores, passageiros e pedestres em estatísticas, sejam de feridos, acusados ou vítimas fatais.

Não é difícil encontrar alguém que tenha sofrido um acidente ou mesmo conheça alguém que passou por alguma ocorrência.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), presentes no “Mapa da Violência 2013”, em 2010 foram registrados, no mundo, cerca de 1,24 milhão de mortes no trânsito, em 182 países. O trânsito não somente mata, como também deixa feridos.

Estima-se que entre 20 e 50 milhões de pessoas sobrevivam com traumatismos e feridas, resultantes de acidentes nas mais diversas vias.

Os acidentes de trânsito, ainda segundo o mesmo relatório, representam a terceira causa de mortes de pessoas entre 30 e 44 anos e a primeira na faixa de 15 e 29 anos de idade.

Imperícia ao volante, autoconfiança exagerada e mesmo consumo de bebidas alcóolicas ou outras drogas ilícitas colaboram para a conclusão destes dados.

Flagrantes ajudam a entender o caos em Belém

Em Belém, os números também assustam. Segundo o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), que atende grande número de pacientes da capital e região metropolitana, somente em 2013 quase 30% do número de atendimentos e internações feitas na instituição foram motivadas por acidentes de trânsito.

Ao longo do mesmo ano, 9.713 vítimas de acidentes foram registradas na unidade médica, por diferentes causas, mas em geral associadas à imprudência de condutores e pedestres.

Os números da capital paraense acompanham um panorama bem mais amplo, que motivou o alerta da OMS em uma projeção preocupante: se até 2020, campanhas de conscientização, melhorias nas condições de tráfego e principalmente melhor atenção, cuidado e respeito por parte de condutores não se tornarem mais recorrentes, 1,9 milhão de mortes devem ser registrados no trânsito mundial. O número de feridos certamente será mais amplo. Com tal previsão, podemos estar assistindo ao surgimento de uma “sociedade de inválidos”.

Sociedade de inválidos?

Em agosto deste ano, o pesquisador Rodolfo Alberto Rizzoto, editor do site “Estradas.com.br”, afirmou, em entrevista disponível no Observatório Nacional de Segurança Viária, que “o país das motocicletas está se tornando a sociedade dos inválidos”, se referindo ao aumento do número de acidentes com este tipo de veículo, diretamente relacionado ao aumento no número da frota.

Para se ter uma ideia, em 1996, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 1.421 mortes em acidentes com motos em todo o Brasil, enquanto em 2011 o índice atingiu 14.666 pessoas, número já ultrapassado há anos. Em 2013, somente no HMUE, 4.411 vítimas de acidentes com motos foram atendidas.

As ocorrências no trânsito não terminam em uma esquina ou avenida, mas criam uma cadeia que influencia a economia do estado e do país. | Foto: Cezar Magalhães

Vítimas internadas em 2013

- 31,3% possuíam entre 20 e 29 anos, seguida pelas faixa entre 30 e 39 anos. Somados, os dois segmentos representaram mais de 50% das internações em 2013;

- Pela idade e pelo perfil traçado pelo hospital, é possível concluir que boa parte das pessoas que perderam a vida no trânsito trabalhavam, resultando não somente em perdas econômicas, mas problemas e desestruturações familiares;

Fonte: HMUE

Com tantas mortes e sequelas físicas e psicológicas, não é difícil chegar à conclusão de que o tráfego de veículos e pessoas em Belém já se tornou problema de saúde, vide os números de internações, como também de segurança pública, já que a violência que é vista na sociedade também se reproduz no trânsito. Estressados e muitas vezes receosos ao parar em um sinal de trânsito com medo de serem assaltados, muitas vezes condutores ultrapassam o sinal vermelho ou sofrem algum tipo de assalto.

O que ocorre diariamente nas vias interfere na economia. De acordo com o balanço dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os acidentes com vítimas fatais representam 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Na pesquisa, foram levados em conta custos hospitalares, danos materiais e perdas em consequência dos óbitos.

No relatório divulgado em julho deste ano pelo HMUE, consta também a afirmação do médico José Guataçara. Para ele, o grande número de vítimas de acidentes é algo “gravíssimo, e não é exagero dizer que é assustador, porque as estatísticas sempre apontam tendência de crescimento. É por isso, também, que precisamos investir em informação direta e campanhas de alto impacto, para que as pessoas acordem para o problema. Só quem dirige um veículo pode, em grande parte, evitar um acidente”, destacou.

Estado É RECORDISTA EM ACIDENTES COM MOTOS

O relato que inicia este Especial cita o acidente fatal com o motociclista Antônio Maria Soares da Silva, 49 anos, que teria ultrapassado o sinal de vermelho e, após ser atingido por um ônibus que fazia linha expressa, foi arrastado por alguns metros na avenida Almirante Barroso. O caso, no entanto, está longe de ser isolado. Pelo contrário: é cada vez maior a recorrência de acidentes fatais com motociclistas em Belém.

Para entender o porquê de tantos acidentes, é necessário ir além dos problemas relacionados às avenidas e ruas, e também à imprudência dos condutores.

As facilidades no momento da compra de uma motocicleta, a pouca exigência nos cursos oferecidos pelas auto-escolas e nos exames aplicados pelos órgãos competentes somados à “ilusão de rapidez” são fatores que colaboram para os índices de ocorrências.

Atento a tais condições, Carlos Valente, coordenador do Núcleo de Planejamento do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA) afirma que “por conta da rotina, muitas pessoas que não possuem condições de comprar um automóvel, mas passam muito tempo para ir ao trabalho e voltar para casa, acabam optando por adquirir uma motocicleta. Muitas vezes a formação deste condutor não é tão bem feita pela auto-escola”, enfatizou.

Posição semelhante foi dada em outra entrevista exclusiva para este especial, de Manoel Pinheiro, responsável pela equipe de educação no trânsito da Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB), que também comentou sobre a responsabilidade dos condutores, afirmando que “a pessoa pega uma moto, anda por duas horas e já acha que sabe conduzir, não é bem assim”, orientou.

Acidentes com motociclistas deixam centenas de mortos e feridos todos os anos. As estatísticas apontam para uma necessidade de melhor formação dos condutores, motociclistas ou não. | Foto: Cezar Magalhães

A falta de educação do motociclista para o trânsito talvez seja um dos principais fatores responsáveis pelo grande número de acidentes no Brasil, no Estado e na capital paraense. De acordo com um levantamento elaborado pelo Grupo Segurador BB e Mapfre, em parceria com o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), o Pará é o estado doNorte com maior registro de acidentes fatais envolvendo motocicletas.

Responsável pela maior frota da região (conforme dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran)), com 649.839 motos, sendo a 11ª do país, o Pará registra 8,8% das ocorrências de todo o Brasil. Ainda segundo o estudo, 73% dos casos são provocados pelo próprio motociclista.

Renê Thiago dos Santos, 30 anos, vendedor de lanches na travessa Humaitá, bairro de São Brás, é um dos condutores que integram as estatísticas e ajudaram a ampliar o número de acidentes com motos nos últimos anos.

“Já sofri acidentes três vezes, em duas não tive culpa. Na última, que já faz uns dois anos, fui meio imprudente, assumo, mas a culpa não foi só minha”, disse ao relatar um acidente que ocorreu em 2012 e que resultou em ferimentos leves.

Apesar de nunca ter se ferido gravemente, Renê possui até hoje uma cicatriz em sua mão esquerda, resultado de uma das quedas que já sofreu.

Apesar dos acidentes, Renê tem motivos para comemorar: ele não faz parte das estatísticas de mortes e invalidez provocadas por acidentes com motociclistas.

Em Belém, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) atendeu 4.411 pessoas vítimas de acidentes com moto em 2013, equivalente a quase 51% do número de atendimentos em decorrência de acidentes feito no local. Ao longo do ano, 1.291 pessoas foram internadas pelo mesmo motivo, isto é, 52% dos leitos do HMUE foram preenchidos por pessoas que se acidentaram de moto.

Não é raro observar exemplos de irresponsabilidade de condutores e passageiros, principalmente em motocicletas. O não uso de capacetes, além de ser uma infração, coloca em risco a vida das pessoas. | Foto: Cezar Magalhães

As campanhas feitas pela SeMOB e Detran-PA, em geral realizadas em períodos pré-determinados, como Carnaval, Férias e “volta às aulas”, parecem não estar surtindo tanto efeito, também porque uma série de outros fatores devem ser modificados para uma melhora nas condições de trafegabilidade de trânsito em Belém.

Em 2013, 54.767 morreram e 444.206 ficaram inválidos no país, dados publicados no Mapa da Violência do Trânsito 2013.

Além dos “inválidos”, o que se vê também é um aumento considerável no número de vítimas fatais no trânsito nacional: em 1996, segundo dados do Ministério da Saúde, 1.421 mortos em acidentes com motos foram registrados, enquanto em 2011 o índice atingiu 14.666 pessoas, número que deve ser ultrapassado em 2014.

A melhoria no tráfego, então, iria bem além de condições de vias e veículos, mas também estaria em mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e na conduta dos motoristas.

Neste sentido, de acordo com Valente, o CTB precisa ser urgentemente revisto, além das alterações que já ocorreram no início de novembro. “Ele (o Código) já possui quase vinte anos, muita coisa já mudou e o sistema de trânsito e o condutor precisam de novas normas e discussões”. Para isso, segundo ele, será necessário não somente ouvir especialistas e consultores, sejam jurídicos ou de trânsito, mas também a população que presencia diariamente acidentes e ocorrências não somente na capital paraense, mas Brasil afora.

Apesar dos altos índices, em termos proporcionais Belém não é a capital que possui maior número de acidentes com motociclistas no país. Segundo dados da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Ceará, em 2013 foram registrados 3.617 acidentes no trânsito da cidade, resultando em uma média preocupante de praticamente dez acidentes por dia.

 

Alternativas para o caos existem

Apesar de não parecer, o trânsito de Belém ainda tem jeito! Há soluções e alternativas para melhorar e ficar menos perigoso e com mais fluidez. Para isto acontecer, o poder público precisa fazer sua parte e pôr em prática planos e ações e os condutores devem passar a encarar o trânsito de modo mais sério e responsável.

Veja na galeria abaixo algumas das alternativas, sugeridas por especialistas na área de trânsito, que podem ajudar a melhorar a realidade em Belém.

Comentários

Deixe sua opinião | Comentar

Eliete Cruz

O que falta realmente no trânsito é a CIDADANIA, com ela tudo tem solução.

JOSÉ MARIA DE OLIVEIRA

Queria aqui nesse espaço comentar e citar entres vários casos de trânsitos com vitimas fatais , o caso ocorrido em 16/07/2012 em uma estrada no Paraná onde 10 Paraenses morreram que iam a um congresso de informática em Curitiba-PR mas não chegaram lá. Até hoje os culpados estão IMPUNES e a empresa de turismo responsável por este " acidente " continua fazendo viagens sem ser punida e colocando vidas em perigos , pois ela continua desviando as rotas das viagens , para não pagar pedágios como foi feito a esse congresso lá pra Curitiba-PR , e assim matando 10 jovens Paraenses . Por fim o proprietário dessa empresa de turismo , está respondendo por CONTRABANDO no TRF1 , desde 2010 , onde foi pego em castanhal -PA com MUAMBAS dentro de seus ônibus .

Waldenor Junior

Gostaria de Parabenizar a equipe de reportagem que, realizou com uma visao de 360º todas as condicoes do sistema transito, com bastante destrezar um excelente material com conteudo atualizado e inovador. Acredito que se as autoridades levarem a serio o que foi colocado aqui teriamos uma cidade melhor para se viver.

CRISTIANO MOREIRA

Gostei muito do documentário, muito bom, só não achei interessante a "Zona Azul" que funcionou por um tempo na Braz de Aguiar, pois queriam fazer isso aqui na Frente do Teatro da Paz, agora imagine, por exemplo, nós que trabalhamaos de 12h às 18h, já que o limite é 2h, seríamos multados todos?. Apmpliação de Vias, transporte fluvial, seria tudo de bom, este último, caso houvesse uma fiscalização mais rígida na embarcações, bem como, tivesse uma continuidade nos serviços. O Grande problema é faixa de pedestre apagada, nós que dirigimos, as vezes nem ver. Mais passarelas, ótimo, tem que haver também educação de pedestre nas atravessias. esses Projetos Mirabolantes só são ....

Larissa Leal

Muito bom um especial sobre o trânsito de Belém na comemoração dos 399 anos. Com certeza, esse é um problema grave, pelo número de acidentes na capital e pela interferência direta na qualidade de vida da população, que encara, diariamente, um trânsito pesado e perigoso, muitas vezes ainda dentro de um ônibus superlotado. Destaco a urgência da implantação de um sistema de transporte metropolitano hidroviário, pelo baixo custo, pela necessidade de desafogar as poucas vias de acesso e em nome de viagens mais tranquilas. Não há motivo para virar a cara para um potencial hidroviário tão grande.

Andreá Castro

Que excelente iniciativa. Os problemas no trânsito atingem a todos, por isso é urgente pensar em soluções e colocá-las em prática!

CRÉDITOS

Edição: Fabiana Batista | Reportagem: Enderson Oliveira | Fotógrafo: Cezar Magalhães | Multimídia: Maycon Nunes | Desenvolvimento: Rodrigo Fiel e Leônidas Amorim