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A misteriosa história do cão que sumiu em Ananindeua e apareceu na Cidade Velha

Sexta-Feira, 08/02/2019, 23:04:25 - Atualizado em 08/02/2019, 23:39:06 Ver comentário(s)

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A misteriosa história do cão que sumiu em Ananindeua e apareceu na Cidade Velha (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)
(Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)

Sentado improvisadamente nos degraus da porta do ônibus, o homem exibia seu cachorro diante de todos os curiosos passageiros. Mesmo exausto, ele fazia questão de não esconder seu alívio e felicidade. Aquele era o momento de voltar para casa após meses procurando o fiel companheiro.

A história de Baiano e “Barbudinho” é repleta de mistérios que nunca serão descobertos, talvez só se barbudinho falasse. O homem, que mora na Estrada da Providência, próximo a BR-316, havia perdido o cão há mais de um mês, e já estava desesperançoso de encontrá-lo.

Baiano, cujo nome de batismo é José Mário Monteiro, havia passado as últimas semanas procurando desesperadamente o fiel amigo. Rodou pela Cidade Nova e outras áreas de Ananindeua e nada de sinais que o levassem a seu amigo. Até que, de onde menos esperava, surgiu uma pista.

Baiano é um típico trabalhador paraense. Acorda cedo todos os dias e enfrenta horas de trânsito para chegar ao trabalho, em um condomínio na avenida Alcindo Cacela, em Belém. Certo dia, alguns colegas de Baiano foram ao trabalho dele dizendo algo que parecia inacreditável: haviam visto Barbudinho andando pelas ruas da Cidade Velha.

Baiano precisou limpar bem os ouvidos, não conseguia imaginar como o amigo tinha ido parar em tal lugar. Teria ele seguido o dono e se perdido? Teria alguém o roubado e abandonado do outro lado da cidade? Era difícil de entender, mas Baiano não pensou duas vezes, foi a procura do vira-lata.

Mesmo sem conhecer direito essa parte de Belém, Baiano começou a busca por todos os cantos da Cidade Velha na terça-feira (5). Ao chegar na Praça do Arsenal, a surpresa: ‘Barbudinho’ estava lá, na companhia de outros cães, e quando viu o dono correu para seus braços.

O “danado” havia atravessado a cidade sabe-se lá como. “Pensa na festa que ele fez ao me ver", contou Baiano ao fotógrafo do DIÁRIO, Maycon Nunes, que aproveitou para registrar a história e fazer uma foto dos companheiros.

Agarrado ao cão, Baiano pouco queria saber como que seu ‘Barbudinho’ tinha feito para chegar na Cidade Velha.

Junto aos degraus, os dois aguardavam a próxima parada, desta vez com destino certo: a verdadeira casa.

(DOL)





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