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FAKE NEWS

Polícia desmente novos casos de sequestro de crianças no Guamá e na Terra Firme

Quinta-Feira, 06/12/2018, 10:19:10 - Atualizado em 06/12/2018, 11:37:22 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Na manhã desta quinta-feira (6), mais uma história de sequestro de crianças começou a ser compartilhada nas redes sociais. Para a preocupação de pais e mães, os supostos sequestradores estariam atuando nos bairros do Guamá e da Terra Firme, em Belém.

"Essa é a maior prova de que é fake. Eu mesmo recebi a mesma história de sequestro só mudando o local e alguns detalhes do fato, mas o contexto é o mesmo", disse a Polícia Civil ao DOL, após ser questionada sobre o suposto caso.

"Da primeira vez, liguei ao diretor da Seccional da Marambaia porque citava um endereço na Marambaia. Enviei para ele a mensagem. Nada havia sido registrado lá", completou a assessoria de imprensa da PC.

REPETIÇÃO

Casos como esses são recorrentes. No mês passado, inclusive, o DOL noticiou o viral de sequestro de crianças em Belém. Na história divulgada, o caso teria acontecido na avenida Augusto Montenegro com um bebê de colo.

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Mensagens compartilhadas nas redes sociais contam histórias de sequestros que aconteceram em diferentes bairros de Belém (Foto: Reprodução)

NOTÍCIAS FALSAS

As "fake news" se tornaram o maior obstáculo nas eleições de 2018. Uma força tarefa chegou a ser mobilizada para tentar, a todo custo, suprimir mensagens parcialmente ou totalmente infundadas.

Existe punição? - No embalo das eleições de 2018, alguns juristas entenderam que quem cria ou espalha mentiras pode ser responsabilizado legalmente. No âmbito civil, o autor ou difusor da notícia falsa tem a possibilidade de ser condenado a pagar indenização por danos morais.

Sobre o caso do suposto sequestro em Belém, questionamos a Polícia Civil para saber de que forma eles trabalham para alcançar a origem dos boatos e/ou responsáveis e tivemos como resposta ser preciso o registro da ocorrência do fato. "É preciso que haja vítimas, alguém que tenha sido prejudicado de alguma forma com as mensagens", esclareceu.

(Fernanda Palheta/DOL)



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