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Bactérias podem ser a mais nova fonte da juventude

Segunda-Feira, 19/06/2017, 19:00:01 - Atualizado em 19/06/2017, 19:00:01 Ver comentário(s) A- A+

Bactérias podem ser a mais nova fonte da juventude (Foto:   (Foto: Wikimedia commons/ NIAID))
(Foto: (Foto: Wikimedia commons/ NIAID))
  (Foto: Wikimedia commons/ NIAID)

 

Pode parecer estranho, mas as bactérias podem, na verdade, serem nossas aliadas na busca de uma vida mais longa e saudável. Pelo menos é isso que a pesquisadora Meng Wang, do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, encontrou ao analisar uma série de vermes Methuselah infectados por bactérias E. coli.

Wang, porém, não colocou E. colis comuns em todos os vermes. Em alguns deles, os exemplares implantados tiveram alguns genes retirados, o que, segundo ela, fez toda a diferença. Dentre as 4.000 bactérias, 29 delas prolongaram a vida dos vermes em 10%, e 19 os protegeram de problemas associados à idade avançada como câncer e doenças neurodegenerativas.

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Segundo a pesquisadora, todos os vermes utilizados eram da mesma espécie de nemátodo, C. elegans, conhecida por ter uma biologia parecida com a de muitos outros mamíferos, inclusive nós mesmos. Nenhum deles se distinguia em termos genéticos e, portanto, só poderiam ter sobrevivido mais em função das bactérias implantadas.

Qual é o segredo?

Para verificar o porquê disso, os pesquisadores analisaram os efeitos da retirada de genes em cada uma das colônias e suas consequências nos organismos. Eles notaram que, em duas delas, uma enorme quantidade de ácido colânico foi produzida devido a alterações genéticas. Comparando com outros nemátodos, o grupo percebeu que o segredo da longevidade estava no ácido.

Apesar de ainda não serem claros os motivos de a molécula beneficiar tanto os vermes, o grupo acredita que ele ajude a multiplicar as mitocôndrias do organismo. Além disso, ele provavelmente também estimula genes que ajudam as organelas a lidar melhor com situações estressantes, alongando seu tempo de vida. 

Segundo Wang, testes em ratos já começaram a serem feitos. O grupo de pesquisadores já verificou que o ácido aumenta também o tempo de vida de moscas de fruta e afeta as mitocôndrias de células de mamíferos da mesma forma que a dos nemátodos.

Agora a equipe pretende verificar como tais descobertas podem ser aplicadas ao ser humano. O problema em implantar bactérias parecidas dentro do nosso corpo é a dificuldade em garantir que os organismos instalem-se no intestino de forma segura. A outra alternativa seria aplicar o ácido colânico diretamento no corpo, mas a ideia ainda é arriscada, já que os cientistas não conhecem os efeito colaterais que ele pode causar. 

(com informações de The Atlantic)

Fonte: Revista Galileu





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