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INVESTIGAÇÃO

Polícia não encontrou armas com suspeitos de assalto executados no Centro

Quinta-Feira, 14/03/2019, 07:32:56 - Atualizado em 14/03/2019, 07:46:39 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Polícia não encontrou armas com suspeitos de assalto executados no Centro (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
Os dois homens mortos a tiros, até o fechamento dessa edição, não haviam sido identificados. O crime movimentou o centro da capital paraense (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Dessa vez a Polícia Civil vai ter bastante trabalho para elucidar o crime que aconteceu no centro comercial de Belém, na tarde de ontem. Uma suposta troca de tiros resultou em dois homens mortos, um ferido e outro “desaparecido” (fugiu). Há diversas versões sobre o que aconteceu, mas todas as histórias apresentam informações desencontradas. Nenhuma vítima fatal foi identificada.

Além disso, as testemunha não quiseram relatar o que viram. E, para piorar a situação, o local do crime foi alterado pelos curiosos que se aglomeraram no lugar para fazer fotos e vídeos do cenário de horror e sangue. Inclusive é possível que, mesmo depois de mortas, as vítimas tenham sido alvo de furtos, já que carteiras e celulares não foram encontrados com elas, prejudicando a identificação dos mortos.

É provável também que a maior parte das informações que vamos relatar nessa matéria mude no decorrer das investigações - já que tudo o que foi coletado está sendo apurado pelas equipes da Divisão de Homicídios e da Seccional do Comércio.

É fato que o caso tenha acontecido por volta das 15h30. Houve quem dissesse que as vítimas foram alvejadas por seguranças que prestam serviços para lojistas. Outras pessoas atribuíram à figura do “justiceiro do povo” a autoria do crime.

Até então, a versão que mais circulou foi de que quatro homens – sendo três num carro e um numa motocicleta – teriam sido observados circulando em “atitude suspeita” pelo centro comercial. Eles teriam passado diversas vezes pelo mesmo local, em baixa velocidade e olhando muito para lojas que tinham poucos clientes.

Num dado momento, dois deles teriam descido do carro e seguido pela Travessa Padre Eutíquio a pé. Os dois foram acompanhados pelo motociclista, que teria estacionado próximo a Praça da Bandeira. O motorista no carro – Fiat Siena – acompanhava a caminhada deles em baixa velocidade.

Quando eles se aproximaram da 13 de Maio, foram baleados. Restos de massa encefálica foram vistos próximo a uma loja de artigos para celular. Por isso, a suspeita dos populares e dos supostos atiradores era de que o grupo fosse tentar assaltar o estabelecimento.

Nenhuma arma foi encontrada com as vítimas, tampouco documentos

Duas versões apontam para que somente um dos homens tenha sido alvejado de início e ele foi socorrido pelo parceiro que o carregou e tentou colocá-lo no porta-malas do socorro, tendo sido alvejado também nesse momento. Porém, outros disseram que uma das vítimas foi alvejada em frente a loja de celular e o corpo foi arrastado até próximo do carro.

O motociclista foi baleado duas vezes na perna e, mesmo assim, conseguiu correr até o cruzamento da Ó de Almeida com a Travessa Campos Salles. Ele se identificou como Janilson Santos e foi socorrido para um hospital. O quadro de saúde dele era estável segundo informaram policiais.

O motorista fugiu correndo e abandonou o carro. Ele seria motorista de aplicativo de transporte de passageiros e o veículo alugado. A proprietária do carro compareceu ao local e conversou com o delegado Walter Resende, da Seccional do Comércio. Ele a encaminhou à unidade policial. O depoimento dela e do motorista serão fundamentais para as diligências.

Chamou a atenção dos policiais o fato de nenhuma arma ter sido encontrada com as vítimas – o que levantou a dúvida sobre a versão de que eles seriam assaltantes. Porém, isso está sendo apurado independente de qualquer questionamento duvidoso.

A polícia vai analisar câmeras de segurança dos estabelecimentos próximos ao local para tentar identificar os suspeitos e elucidar o caso. Uma das vítimas mortas levou 15 tiros, segundo a perícia criminal. Estojos de pistola ponto 40 foram coletadas na cena do crime.

(Denilson D’almeida/Diário do Pará)



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