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LUZ DA INFÂNCIA

Cinco são presos por pornografia infantil em Belém

Quinta-Feira, 17/05/2018, 09:35:10 - Atualizado em 17/05/2018, 17:57:12 Ver comentário(s)

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Cinco são presos por pornografia infantil em Belém (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Os policiais cumprem 17 mandados judiciais no Pará. No começo da manhã, dois suspeitos já haviam sido presos. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (17), cinco pessoas pelo crime de pornografia infantil, em Belém, durante a Operação Luz na Infância II, deflagrada simultaneamente em 24 estados e no Distrito Federal. Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos - 15 em Belém e Ananindeua, um em Paragominas e outro em Castanhal, no nordeste paraense.

Todas as prisões foram efetuadas na capital, e os detidos encaminhados para a sede da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) da Polícia Civil, no bairro do Telégrafo. A operação é coordenada nacionalmente pelo Ministério Extraordinário de Segurança Pública (MESP).

A ação é considerada a maior operação policial do mundo no combate à pornografia infantil. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais civis procuraram arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

(Foto: divulgação/Polícia Civil)

Na busca, foram apreendidos equipamentos usados no armazenamento de dados, como computadores portáteis, por exemplo. Todos os materiais apreendidos passarão por perícia para verificar a existência de arquivos ocultos ou que tenham sido apagados.

Segundo a delegada Karina Campelo, da DPRCT, os presos foram flagrados com arquivos de pornografia infantil, como fotos e vídeos, armazenados nos computadores ou compartilhados pela Internet. Nos demais casos, não foi constatado qualquer arquivo de pornografia infantil, mas os equipamentos serão analisados para verificar a existência ou não de materiais pornográficos. 

Investigação

Todos os alvos da operação no Brasil foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (DINT/Senasp), órgão do MESP, com base em informações coletadas em ambientes virtuais, nas quais havia indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.

Foram, ao todo, quatro meses de investigações nos 24 estados brasileiros e na capital federal. As informações foram repassadas às Polícias Civis do Brasil, em especial, às Delegacias que atuam na proteção à criança e ao adolescente e também na área de repressão a crimes de informática ou tecnológicos, responsáveis em instaurar inquéritos e solicitar aos juízes locais a expedição dos mandados de busca e apreensão.

Em todo Brasil, 132 pessoas foram presas por pornografia infantil. Em 2017, na primeira edição da Operação Luz na Infância, realizada no dia 20 de outubro, ao todo, 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais foram cumpridos no país. Foram presas 112 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na Internet, como resultado de seis meses de levantamentos e investigações coordenados pela Senasp em conjunto com as agências e núcleos de inteligência das Polícias Civis do Brasil. O nome da operação - Luz na Infância - faz alusão ao crime de pornografia de crianças e adolescentes que sempre são cometidos nas "sombras" da Internet e cujos autores devem ter suas condutas investigadas e julgadas.

PRIMEIRA FASE

Na primeira fase da megaoperação, realizada em outubro do ano passado, os agentes prenderam 108 suspeitos em 24 Estados, sendo seis só no Pará. Além do Distrito Federal -Amapá e Piauí não participaram na ação porque não tiveram tempo hábil de concluir as investigações.

No total, foram identificados mais de 151 mil arquivos com conteúdo de pedofilia -cenas de sexo explícito com a participação de crianças- que eram compartilhados entre os suspeitos.

A lei diz que apenas armazenar esse tipo de material já configura crime. Os suspeitos tanto armazenavam quanto compartilhavam esse material. Em alguns casos, também o produziam.

(Folhapress)





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