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AUDÁCIA

Assaltantes fazem comerciante refém a poucos metros da UIPP da Terra Firme

Terça-Feira, 15/05/2018, 15:42:11 - Atualizado em 16/05/2018, 08:06:23 Ver comentário(s)

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Assaltantes fazem comerciante refém a poucos metros da UIPP da Terra Firme (Foto: Reprodução Twitter)
(Foto: Reprodução Twitter)

A pistola usada pelo trio era de uso da Polícia Rodoviária Federal e, segundo os acusados, foi adquirida por eles na cidade de Abaetetuba, nordeste paraense. Foi com essa arma que eles fizeram um casal de comerciantes reféns durante uma tentativa de assalto, ontem, no bairro da Terra Firme, na capital.

Renan dos Santos Saraty Pegado, 24; Rodrigo Pereira Monteiro, 24; e Carlos Diego Batista de Paula, 27, foram autuados em flagrante por associação criminosa, roubo qualificado e porte ilegal de armas. Os três foram apresentados pela Polícia Militar na Unidade Integrada do Pro Paz (UIPP) Terra Firme. 

O trio deslocou do Tapanã para a Terra Firme num carro – modelo Honda Civic (placa clonada, segundo a polícia), cor grafite – que seria usado na pratica de diversos assaltos. No entanto, segundo o tenente-coronel PM Favacho, a forma da qual eles transitavam pela rua era suspeita e despertou a atenção das guarnições que faziam ronda na área.

Uma viatura interceptou o veículo com o trio na rua São Domingos e, ao se sentirem acuados, os suspeitos desceram correndo do carro e entraram num ponto de vendas de açaí, fazendo os proprietários do estabelecimento reféns. “Eles foram cercados e ressaltavam o tempo todo que não iam ferir ninguém. Queriam apenas a certeza de que não seriam baleados ou mortos”, frisou o coronel, ao comentar que as negociações duraram cerca de 20 minutos.

Ao se entregarem, Rodrigo comentou com os policiais que o carro não era roubado e que estava alugada há cerca de 4 meses. “Eles não são conhecidos das nossas guarnições. Talvez por não serem daqui do bairro, e sim do Tapanã”, atentou o oficial PM.

Ainda antes de prestarem depoimentos, os acusados reforçaram que conseguiram a pistola em Abaetetuba. Nela ainda está o brasão da PRF. “Já comunicamos ao serviço de inteligência da Polícia Civil para identificar de quem é a arma e se ela tem registro de roubo”, desfechou o policial militar.

(Denilson d’Almeida/Diário do Pará)

 





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