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ABRIL VERMELHO

Acampamento do MST em São Brás relembra massacre que completa 23 anos

Segunda-Feira, 15/04/2019, 11:27:44 - Atualizado em 15/04/2019, 11:41:05 Ver comentário(s)

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Acampamento do MST em São Brás relembra massacre que completa 23 anos (Foto: Cácia Medeiros/RBA TV)
O ato político faz parte do "Abril Vermelho", um protesto após as mortes de 19 trabalhadores no massacre de 17 de abril de 1996 (Foto: Cácia Medeiros/RBA TV)

Manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) estão acampados, desde o início da manhã desta segunda-feira (15) na praça Floriano Peixoto, em frente ao Mercado de São Brás, em Belém.

O ato político faz parte do “Abril Vermelho” para relembrar os 23 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, um confronto que aconteceu na “Curva do S”, sudeste paraense, que deixou 19 trabalhadores mortos na manhã de 17 abril de 1996.

(Foto: Cácia Medeiros/RBA TV)

RELEMBRE

Naquele dia, o sangue desses trabalhadores rurais manchou as terras do trecho conhecido como “curva do S”, da atual BR-155, no município de Eldorado do Carajás, sudeste paraense. Acampados no local há dias, lavradores exigiam a desapropriação da Fazenda Macaxeira, quando decidiram marchar pela rodovia em direção à capital paraense.

De um lado, 1.500 manifestantes munidos com palavras de ordem e suas características ferramentas de trabalho (foices e facões). Do outro, 150 policiais militares, sem identificação em seus uniformes, fortemente armados e decididos a não deixar ninguém passar.

(Foto: Cácia Medeiros/RBA TV)

Do gabinete do ex-governador, Almir Gabriel (PSDB), partia a ordem para a desobstrução da rodovia. O cerco policial foi iniciado com os policiais comandados pelo Coronel Pantoja, de Marabá, e por uma tropa comandada pelo Major Oliveira, de Parauapebas.

Não demorou muito até o manifesto ser palco de um verdadeiro massacre com os disparos das bombas de gás lacrimogêneo e as munições de revólveres e metralhadoras totalmente descarregadas. Sem a menor chance de defesa, 19 trabalhadores morreram e 70 ficaram feridos; nenhum dos 150 policiais envolvidos teve sequer um arranhão.

(DOL)



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