Colunistas / Gerson Nogueira

GERSON NOGUEIRA

Gerson Nogueira analisa força do interior no Parazão

Sexta-Feira, 22/03/2019, 10:04:51 - Atualizado em 22/03/2019, 10:04:51 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Gerson Nogueira analisa força do interior no Parazão (Foto: Jorge Luiz/Paysandu)
Leandro Niehues (Foto: Jorge Luiz/Paysandu)

A força que vem do interior

O campeonato estadual é, reconhecidamente, um dos piores dos últimos anos. Times que não convencem, nenhum grande jogo até agora e baixa média de gols. Aliás, o principal artilheiro é um lateral-direito, o que diz muito do nível geral da competição e da fraqueza dos ataques.

Michel, do Paragominas, é o líder da artilharia, com cinco gols marcados. Na segunda colocação, aparecem dois meias, William Fazendinha (Independente) e Alexandre (São Francisco), com quatro gols.

Na terceira posição, com três gols, surgem finalmente os atacantes de ofício, mas a hegemonia interiorana é mantida, com Joãozinho (Independente), Gabriel (Bragantino), Junior Rato (Águia) e Mariano (Tapajós).

Nada contra o destaque obtido por jogadores dos clubes do interior, mas não deixa de ser uma situação surpreendente, pois a dupla da capital contratou mais de uma dúzia de atacantes. No PSC, o elenco tem oito jogadores de ataque. O Remo tem seis.

Até agora, a duas rodadas do fim da fase classificatória, os reforços dos grandes clubes não deram as caras. Ainda não exibiram a esperada superioridade técnica (correspondente aos ganhos salariais) sobre os jogadores nativos ou regionais.

O bicolor Paulo Rangel ensaiou abrir frente, mas ficou nos dois gols marcados nas primeiras rodadas. No caso do Remo, David Batista tem rendimento ainda mais pífio: não balançou as redes até agora. Gustavo Ramos salva a lavoura, com os dois gols marcados contra o Independente.

Vai daí que o destaque obtido pelos jogadores dos times interioranos começa a chamar atenção de Remo e PSC. Durante a semana passada, surgiram especulações sobre o interesse manifestado por João Brigatti em Michel e Alexandre. Como o técnico foi demitido, não se sabe como o clube avalia a situação.

No Remo, o presidente Fábio Bentes disse ontem que acompanhou o jogo Tapajós x Bragantino, quarta à noite em Santarém, e gostou da atuação de Fidélis, atacante de lado que vem fazendo bons jogos pelo time de Bragança. Bentes elogiou também Michel, o ala goleador do Paragominas, e disse que o clube pretende contratar jogadores regionais para a Série C.

Ponderou, porém, que muitas vezes a atuação vista em clubes medianos não se confirma nos grandes da capital. O próprio Remo já passou por isso recentemente, com jogadores como Léo Rosa, Jaquinha e Bruno Limão. De toda sorte, o Parazão das decepções vem se salvando pela aparição individual de atletas esquecidos ou pouco valorizados na capital.

Além dos já citados Michel, Alexandre e Fidélis, merecem citação os atacantes Mariano e Jackie Chan (Paragominas), o meia Fazendinha (Independente), o volante Ricardo Capanema (Bragantino) e o zagueiro Allison (Castanhal). Não ficam nada a dever em comparação com alguns dos contratados pela dupla Re-Pa.

Um auxiliar acostumado a quebrar galhos

Depois de 25 anos de estrada, o paranaense Leandro Niehues já se acostumou a situações de interinidade. Quebrou galhos em vários clubes, incluindo o Atlético-PR, e agora chegou a vez de comandar o Papão à beira do gramado contra o Remo no próximo domingo.

Desde que o atual elenco começou a treinar, a 2 de janeiro, Leandro teve envolvimento direto com os preparativos, como auxiliar técnico permanente do PSC. No Re-Pa, ele será coadjuvado por Henrique Bittencourt, analista de desempenho.

Quando João Brigatti foi demitido, domingo, Leandro foi imediatamente chamado a comandar os trabalhos, já dentro das diretrizes que o comitê de análise e desempenho entende como prioritárias para que o time comece a ter um rendimento à altura da expectativa criada.

Ele admite que muita coisa que está repassando aos jogadores já era prática comum anteriormente. A ideia é valorizar os pontos positivos e corrigir aspectos que são vistos como deficientes.

Alinhado com os princípios estabelecidos pela nova diretoria para o futebol profissional, Leandro tem a vantagem de se relacionar muito bem com os 29 atletas. Justamente por conhecer bem as condições do elenco, pode-se dizer que com ele os melhores serão escalados para o clássico. 

Uma tradição que não decepciona jamais

O grande Xico Sá lembra que, em meio ao naufrágio das instituições nacionais, uma não decepciona nunca.

O Íbis, cumprindo a saga de pior time do mundo, orgulhosamente perdeu outra ontem: 0 a 1 para o Vera Cruz.

Seleção de Tite inova na camisa 10

Contra o brioso Panamá, amanhã, a Seleção Brasileira promete algumas façanhas. Tite e seus meninos forjados no discurso da neurolinguística. As novidades começam com a entrega da camisa 10 a Paquetá, uma evidente afronta à longa tradição – desde Pelé – de que apenas craques indiscutíveis podem ser seus usuários. Por esse ponto de vista, Philipe Coutinho poderia ser o escolhido. Enfim, seja o que Deus quiser.





Comentários

Destaques no DOL