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CARNAVAL 2019

Teve muita literatura infantil no desfile das Crias do Curro Velho

Segunda-Feira, 25/02/2019, 07:22:08 - Atualizado em 25/02/2019, 08:23:35 Ver comentário(s)

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Teve muita literatura infantil no desfile das Crias do Curro Velho (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)
Cerca de 550 crianças e adolescentes saíram pelas ruas do Telégrafo, em Belém, para homenagear o fabuloso mundo da literatura infantil (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

“Olha as Crias do Curro Velho aí. Seguuura bateria!”. O grito de largada deu início, pelo 29º ano, a mais um desfile da Escola de Samba Crias do Curro Velho. Concentradas na Praça Brasil, na manhã de sábado (23), as cerca de 550 crianças e adolescentes que compuseram o desfile deste ano saíram pelas ruas do bairro do Telégrafo cantando o fabuloso mundo da literatura infantil.

Em diferentes alas, o que não faltou foram representações de grandes ícones da literatura infantojuvenil. A bateria era formada por dezenas de “Meninos Maluquinhos”. Mais atrás era possível encontrar uma ala toda formada por “bonecas Emílias”, além de príncipes e princesas.

Responsável por carregar o estandarte da escola de samba, a estudante Jamilly Cristina, 14 anos, experimentava, pela primeira vez, a emoção de desfilar no Carnaval. “Os ensaios já eram muito legais e, agora, o desfile é melhor ainda porque tem toda a roupa, a maquiagem”.

O capricho percebido na ornamentação de Jamilly se repetia em todas as alas da escola. Na comissão de frente, Maria Eduarda, de 11 anos, era uma princesa. Ao lado dela, a avó Carla Beltrão, 54 anos, representava a Vovó Benta, do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. “Eu sou instrutora no Curro Velho há 27 anos e todo ano eu participo do Carnaval”, conta Carla. “Esse ano é mais especial porque estou com as minhas netas”.


Desfile das Crias do Curro Velho é realizado há 29 anos; crianças e adolescentes fizeram a festa (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

TRADIÇÃO

Quem também marca presença todos os anos no desfile das Crias é a assistente social Danielly Silva, 38 anos. Apesar de não ter nenhuma relação com o Curro Velho, ela conta que o desfile já faz parte do calendário anual da família. “A gente sempre vem prestigiar a criançada porque o desfile já é uma tradição aqui no bairro”.

Danielly curtiu o desfile acompanhada pela mãe, a dona de casa Rosemere Silva, 56 anos, e pela cachorrinha de estimação da família, a Filhota. Todas as três seguiam fantasiadas como “Mulher Maravilha”. “Eu faço questão de vir fantasiada. Não perco um ano sequer”, reforçou Rosemere. “Eu adorei o tema deste ano”.

Coordenador de linguagens cênicas do Curro Velho e responsável pelo grito de largada do desfile, Jorge Cunha explicou que o tema deste ano utiliza a literatura infantil como forma de falar sobre um universo de temas que são de extrema importância para a sociedade atualmente. “O universo da literatura infantil abrange muitas outras temáticas, como o meio ambiente, educação, infância. São todas questões que nós precisamos discutir”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)


Foliões lotaram as ruas da Cidade Velha com a alegria de sempre (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

Com ou sem trios, folia foi garantida na Cidade Velha

Por conta da decisão que proibiu o uso dos minitrios, a Liga dos Blocos precisou fazer alguns ajustes no percurso programado, fatiando o percurso dos blocos em dois momentos. “Nossa liminar foi cassada e estamos atendendo a decisão, que foi vir aqui para a avenida Almirante Tamandaré”, explica Fabiano Scherer, presidente da Liga.

“Apesar disso, o circuito original foi mantido. Só modificamos o percurso do Amigos do Urubu, que mudou aqui para a Tamandaré, com mais espaço e livre do impedimento, enquanto o bloco Xibé da Galera permaneceu no centro histórico, com banda de fanfarra”, destacou.

No sábado, por causa da maré alta, parte do canal da Tamandaré transbordou, mas nada que tirasse a alegria dos foliões.

“Mesmo com as intempéries que a Liga teve, o pré-Carnaval é um fato consumado de sucesso”. O bloco Amigos do Urubu arrastou uma multidão ao som de axé e da bateria da escola de samba Grande Família. O ponto alto aconteceu em uma casa de shows próxima da dispersão, onde a folia continuou com atrações nacionais.

Em outro ponto do bairro, os abadás deram lugar às fantasias. Assim foi mais um ano do Xibé da Galera, criado por moradores do bairro. “Este ano não poderia ter outra fantasia, a não ser a Jeniffer, é a música mais estourada no Brasil”, diz o produtor cultural Herbert Alves.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)



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