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Endividamento das famílias paraenses cresce em janeiro

Sexta-Feira, 01/02/2019, 09:14:54 - Atualizado em 01/02/2019, 09:14:54 Ver comentário(s)

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Endividamento das famílias paraenses cresce em janeiro (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A mais recente Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Fecomércio PA/CNC, identificou o crescimento da taxa média de famílias endividadas no Pará. Em janeiro de 2018 a taxa de famílias endividadas era de 40,1%, alcançando 52,6% em janeiro em 2019. O aumento no endividamento das famílias paraenses é decorrente da expansão nas compras ao longo do ano passado efetuadas na modalidade a prazo.

Na análise por faixa de renda, a pesquisa observou que os consumidores mais endividados são os situados na faixa de renda superior a dez salários mínimos (62,5%). Considerando que a taxa de endividamento representa as compras realizadas por parcelamento ou financiamento, compreende-se que as famílias com rendas mais elevada possuem diversas formas de obter mais crédito, tipos diversificados de bandeiras de cartões de crédito e outras disponibilidades de financiamento.

A pesquisa destaca que o mais aconselhável é mensurar a capacidade de endividamento para não comprometer mais de 30% da renda mensal com dívidas parceladas, podendo limitar novas compras e o risco de entrar na faixa de inadimplência. Também foi observado que as famílias com renda de até dez salários mínimos terão de destinar 28,9% da renda até o mês de maio para o pagamento de suas dívidas. Já as famílias com rendimentos superiores a dez salários mínimos terão de subtrair 21,3% da renda para arcar com os parcelamentos mensais. Embora ambas as classes de renda se encontrem dentro do considerado prudencial, é importante contabilizar o impacto das parcelas sobre a renda mensal.

INADIMPLÊNCIA

A maior frequência de inadimplentes foi constatada na estratificação dos consumidores com renda de até dez salários mínimos (28,4%). Para a faixa de renda superior a dez salários mínimos, a inadimplência em janeiro de 2019 alcançou 15,9%. Em grande parte, isso se deve porque são menores as alternativas dos consumidores que detém faixa salarial inferior a dez salários mínimos para
quitarem suas dívidas.

(Diário do Pará)



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