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GERSON NOGUEIRA

Estreia azulina e sufoco bicolor são temas da coluna de Gerson Nogueira

Segunda-Feira, 28/01/2019, 09:08:46 - Atualizado em 28/01/2019, 09:08:46 Ver comentário(s)

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Estreia azulina e sufoco bicolor são temas da coluna de Gerson Nogueira (Foto: Maycon Nunes - Naum Almeida)
(Foto: Maycon Nunes - Naum Almeida)

Gol nos acréscimos salva Papão

Uma bola desviada por Romário na trave direita de Mota, ainda no 1º tempo, deu o tom da agressividade do Bragantino dentro da Curuzu, na manhã de ontem. O time de Agnaldo de Jesus botava pressão em busca do empate, que viria aos 44 minutos, com finalização de Arian Taperaçu aproveitando cruzamento de Ricardo Capanema para a pequena área.

O fato é que o gol obtido pelo Papão, logo aos 2 minutos, com Caion cobrando pênalti (sobre Nicolas), deu uma falsa tranquilidade ao time, que relaxou e cedeu espaços preciosos ao adversário. O rendimento geral ficou muito abaixo do que havia sido mostrado na estreia contra o S. Francisco.

No meio-campo, Keoma e Capanema levavam ampla vantagem no combate direto e a movimentação dos atacantes do Braga criava imensas dificuldades para a excessivamente lenta defensiva bicolor.

Ao contrário da estreia, o PSC não conseguiu produzir ataques em velocidade e apenas Caion mostrava mais desenvoltura, antecipando-se à marcação e criando boas situações dentro da área.

Inferior no primeiro tempo, o PSC voltou ainda mais tímido para a etapa final e acabou surpreendido pela determinação do visitante em buscar a vitória. Com ataques seguidos e boa presença de Marco Goiano no apoio ao ataque, o Braga perdeu chances seguidas para alcançar a virada.

Logo aos 2 minutos, Marco Goiano invadiu pela esquerda e disparou um foguete, que Mota espalmou para escanteio. Aos 16’, Mota rebateu mal para a entrada da área e Micael salvou com a barriga o chute de Goiano.

Num cochilo da zaga bragantina, Caion esteve a pique de desempatar aos 21’, mas o goleiro Axel defendeu bem o chute à queima-roupa. Depois disso, Goiano desperdiçou chance ainda mais clara diante do goleiro Mota, depois de receber excelente assistência de Fidélis.

gol da vitória do PSC só veio nos acréscimos. Leandro Lima cobrou falta e fez a bola chegar limpa aos pés de Marcos Antonio, que não vacilou, batendo para o fundo das redes. O resultado trouxe alívio e salvou a domingueira da vibrante galera (mais de 13 mil pagantes) alviceleste.

Caion foi o melhor do PSC, Marcos Antonio revelou oportunismo no lance decisivo, mas Vinícius Leite nem foi notado. No Bragantino, Goiano, Capanema e Arian foram os destaques, mas toda a equipe esteve bem.

Leão quebra tabu em Santarém com atuação segura

Com a vitória sobre o São Raimundo, sábado à noite, no estádio Barbalhão, o Remo quebrou um tabu de nove anos sem vitórias dentro de Santarém. O triunfo foi construído a partir da postura segura e determinada do time azulino desde os primeiros movimentos.

Apesar de erros seguidos no meio-campo, onde Dedeco não conseguia acertar passes simples, o Remo se impôs e jogou quase o tempo todo no campo de defesa do São Raimundo, surpreendendo ao inverter o que é tradicionalmente forte nos times de Santarém: o jogo de velocidade e pressão sobre os visitantes.

Logo nas primeiras ações, o ataque do Remo conseguiu ampla vantagem sobre a marcação. Henrique, driblando e fazendo tabelinhas com Mário Sérgio, era o mais participativo jogador do setor ofensivo azulino. O problema é que o setor de criação se mantinha distante, com Samuel e Wallacer se posicionando muito atrás.

O primeiro gol surgiu de uma jogada rápida na intermediária do Pantera. Samuel recebeu e resolveu arriscar de fora da área. A bola foi à meia altura, de curva, batendo no rosto do goleiro Jhones antes de entrar, aos 37’.

Sem mudar de característica, o Remo manteve no 2º tempo a marcação firme no meio e a segurança na última linha, mas deixando Henrique e Mário Sérgio meio isolados no ataque. Djalma, que havia sido 

discreto no primeiro tempo, passou a participar mais dos avanços pela direita.

Do lado santareno, o atacante Raí era o único a arriscar alguma coisa, mas não conseguia levar vantagem sobre Rafael Jensen e Mimica. Sem alternativa, disparou dois chutes de fora da área, longe do gol de Vinícius.

Depois de trocar Robson, lesionado, por Diogo Sodré, João Neto resolveu mexer no ataque tirando o arisco Henrique e lançando Gustavo, que entrou para explorar o lado esquerdo e fez Mário Sérgio passar a jogar pela direita.

Aos 32’, após várias tentativas pelo meio, o Remo ampliou numa jogada aérea. Djalma cobrou escanteio e Jensen subiu no centro da pequena área para cabecear forte, sem defesa para Jhones.

Com 2 a 0 no placar, o Pantera subiu ao ataque, o Remo teve alguns chances nos contragolpes, mas a partida já estava definida.

Jensen, Henrique e Tiago Félix se sobressaíram na partida. Por outro lado, chamou atenção a barração de Etcheverría, mas o triunfo leonino abafou qualquer questionamento à decisão do técnico Netão. Não esquecendo que o meia-atacante foi a principal contratação do Remo para a temporada.





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