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GERSON NOGUEIRA

A estreia do Papão no Parazão é tema da coluna de Gerson Nogueira

Quinta-Feira, 24/01/2019, 11:44:43 - Atualizado em 24/01/2019, 11:44:43 Ver comentário(s)

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A estreia do Papão no Parazão é tema da coluna de Gerson Nogueira (Foto: Maycon Nunes)
(Foto: Maycon Nunes)

Estreia em grande estilo

A longa espera da torcida não foi em vão. Ansiosa por ver o time em ação, o público presente à Curuzu não se amofinou nem com o temporal que desabou cinco minutos antes do jogo. E valeu a pena. Com grande atuação do meia Alan Calbergue, autor de dois gols e organizador das ações no meio, o Papão aplicou a primeira goleada do Parazão atropelando o São Francisco, apesar de um ligeiro susto inicial.

Sem fazer amistosos de preparação, o time do técnico João Brigatti se comportou bem, superando o desentrosamento natural e a falta de adaptação de boa parte dos jogadores – 10 estreantes. Alan foi a exceção, representando (muito bem) os atletas regionais.

Depois da imagem negativa deixada no último compromisso oficial de 2018, quando foi fragorosamente goleado pelo Atlético-GO por 5 a 2 no jogo do rebaixamento à Série C, o PSC encarou com gosto o desafio da estreia no Campeonato Estadual.

Depois de um início confuso, a defesa se atrapalhou com a rápida movimentação dos atacantes do São Francisco e acabou entregando o ouro, aos 12 minutos. Alexandre cruzou na área e o baixinho Tavinho se meteu entre os zagueiros para cabecear e abrir o placar.

O Leão santareno não teve nem tempo de comemorar. Menos de dois minutos depois, uma bobeira da defesa santarena permitiu o empate. Andrelino custou a despachar a bola e acabou estourando em Caion ao tentar dar um chutão. A bola se dirigiu caprichosamente para Paulo Rangel na entrada da área. Ele dominou e bateu firme, no canto direito de Labilá.

Mesmo com a correria do São Francisco, as jogadas de mais lucidez eram sempre elaboradas do lado bicolor. Aos 20’, mostrando bom entendimento, Caion e Bruno Oliveira avançaram pelo lado direito e o passe saiu rasteiro, sob medida, para o arremate de Alan Calbergue. O meia bateu de chapa acertando o cantinho da trave.
Apesar da virada no placar e do entusiasmo da torcida, o sistema de zaga do Papão continuava vacilante. Em chute longo de Alexandre, Mota se atrapalhou todo com a bola, quase botando para o fundo das redes.

A reabilitação do goleiro veio no lance seguinte, quando Douglas cabeceou no canto esquerdo, de cima para baixo. Mota voou e evitou o gol certo, embora o lance fosse invalidado pela arbitragem.

Aos 33’, nasceu o terceiro gol. Bruno Oliveira, um dos estreantes mais dinâmicos em campo, cobrou falta sofrida por Leandro Lima e a bola saiu forte, resvalando na barreira e enganando o goleiro Labilá.

Algumas outras investidas do ataque poderiam ter resultado em gols. Caion mandou um disparo forte da entrada da área, mas Labilá defendeu bem. O centroavante Paulo Rangel também arriscou, mas o goleiro salvou.

No minuto final do 1º tempo, Sandro enfraqueceu ainda mais o São Francisco recebendo o segundo amarelo após carrinho em Leandro Lima.

Depois do intervalo, com o jogo controlado, Brigatti trocou Paulo Rangel por Elielton e Bruno Oliveira por Caíque. O gol que determinou a goleada aconteceu aos 32’ e foi o mais bonito da noite. Após bom passe de Nicolas, Alan bateu de primeira, no canto direito de Labilá.

William ainda entrou no lugar de Leandro Lima, mas o Papão já havia baixado as armas. Passou a tocar a bola e administrar a passagem do tempo, sacramentando a boa estreia.

A categórica vitória reforça a condição de favorito que o PSC tem na competição, afastando os temores de que o pouco tempo de preparação poderia comprometer a caminhada inicial da equipe.

Domingo pela manhã, na Curuzu, o adversário será o Bragantino e os bicolores terão a oportunidade de confirmar a boa impressão deixada ontem e brigar pela liderança do grupo A2, que tem o Paragominas em primeiro lugar com duas vitórias.

Em situação oposta, o São Francisco saiu de campo com a defesa mais vazada da competição e um preocupante ar de acomodação, levando em conta as entrevistas de seus jogadores. A ausência de Jefferson Monte Alegre afetou o esquema montado, mas não é suficiente para explicar a atuação descuidada na defesa e dispersiva na frente.

Executivo mineiro reconhece grandeza da dupla Re-Pa

É sempre bom ver alguém falando bem da gente.

Itair Machado, executivo do Cruzeiro, entrevistado no programa Bola da Vez (ESPN), ao ser perguntado sobre grandes clubes brasileiros, fez questão de destacar o Remo e sua torcida, cuja grandeza o impressionou quando veio a Belém com o Ipatinga, nos anos 90.

Disse que nunca esqueceu as cenas da massa humana acompanhando o ônibus pelas ruas de Belém, algo que Cuca também já havia citado em programas esportivos nacionais.

Itair citou também o Santa Cruz e o PSC, pelas torcidas e tradição, como exemplos de clubes que não conseguiram se manter na Série A, mas que são igualmente grandes no contexto do futebol brasileiro.





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