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DESESPERO

Zenaldo interdita mercado e 180 feirantes não têm para onde ir

Terça-Feira, 08/01/2019, 07:42:55 - Atualizado em 08/01/2019, 07:57:14 Ver comentário(s)

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Zenaldo interdita mercado e 180 feirantes não têm para onde ir (Foto: Alberto Bitar)
O prefeito de Belém é acusado de descumprir um acordo feito em 2018 e beneficiar apenas 100 dos 280 trabalhadores da feira no Jurunas (Foto: Alberto Bitar)

Trabalhadores da feira do Jurunas, em Belém, tiveram uma manhã tensa ontem. Representantes da Prefeitura Municipal estiveram no local para fazer o remanejamento dos feirantes para a área externa do complexo, a fim de iniciar reforma no atual espaço, interditado pela Defesa Civil com risco de desabamento.

A discussão se deu por conta da atitude do prefeito Zenaldo Coutinho em atender parcialmente os 280 permissionários, com apenas 100 barracas, o que deixa 180 pessoas sem ter onde trabalhar. Por conta disso, os feirantes organizaram uma assembleia no local e decidiram não sair, caso todos não fossem contemplados.

Os trabalhadores acusam a Prefeitura de quebrar um acordo feito no final do ano passado devido uma ordem do Ministério Público do Estado. “Mandaram uma notificação para a prefeitura dizendo que a feira tem de ser interditada, pois está para desabar. A prefeitura nos passou que chegariam barracas e que a área seria asfaltada, mas de repente disseram que a feira seria fechada ao meio-dia, que metade das barracas viria agora e outra metade em outra data”, disse Raimundo da Conceição, feirante há sete anos.

FALSA PROMESSA

A mudança repentina, segundo os trabalhadores, não consta nas reuniões feitas no final do ano passado, que contemplavam 300 barracas, asfaltamento e parte elétrica para os meses em que a área mais degradada fosse restaurada. “Na última sexta-feira veio a ordem de remanejamento urgente, sem estar nada pronto. Só querem dar 100 boxes, totalmente insuficiente. E agora? Vamos trabalhar onde? Não prepararam nada”, completa Raimundo.

Homens da Prefeitura tentaram iniciar o serviço para receber os novos boxes, com apoio de agentes da Guarda Municipal, Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Secretaria de Economia e Defesa Civil.

A feira, ou “Complexo” do Jurunas, sofre com sucessivos problemas que se arrastam há anos. A gestão do prefeito Zenaldo Coutinho prometeu uma reforma em 2015, contemplando 4.057 m² de complexo e 1.672 m² de praça. Também estava prevista a construção de um posto de segurança, uma quadra de esportes, instalação de câmaras frigoríficas e banheiros masculino e feminino. Entretanto, a menos de dois anos para o final de oito anos de mandato, o que se vê no local é o retrato do abandono.

Atualmente, a feira do Jurunas possui barracas onde são comercializados refeição, frutas, peixes, roupas, farinha, mercearia, lanchonete e bares.


Guardas municipais e outros funcionários da Prefeitura estiveram no local. Feriantes estão indignados (Foto: Alberto Bitar)

Motoristas de aplicativos protestam em via de Belém

Uma manifestação feita por motoristas de aplicativos de transportes de passageiros interditou os dois sentidos da avenida Almirante Barroso, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no bairro do Marco, no início da noite de ontem.

Os condutores pediram mais segurança para a categoria e protestaram depois da morte de Nil Mota, motorista de aplicativo e ex-dançarino da banda paraense “Os Brothers” e atual vocalista da banda “Evolution”. Ele foi executado na noite do último sábado (5), no bairro da Terra Firme, em Belém.

Pastor de uma igreja evangélica há pouco mais de um ano, Nil Mota também trabalhava em projetos ligados ao gênero musical gospel.

O CASO

O crime aconteceu na rua São Domingos com a passagem Nossa Sra. das Graças. Nil havia atendido a um pedido de viagem dentro do bairro, mas quando chegou ao destino percebeu a presença dos assaltantes, que estavam em outro veículo.

Ainda há poucas informações sobre as circunstâncias que anteciparam o crime, mas em determinado momento os criminosos dispararam contra o carro da vítima, que morreu dentro de seu veículo.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)



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