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PLANEJAMENTO

Mudanças de hábitos podem equilibrar as suas finanças

Segunda-Feira, 31/12/2018, 08:01:04 - Atualizado em 31/12/2018, 09:37:31 Ver comentário(s)

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Nada melhor que começar 2019 abandonando hábitos que afetam a saúde financeira. Pequenas atitudes que transformarão a vida familiar podem ser adotadas pelos próximos 12 meses. E tudo começa com uma motivação, que dará o “gás” necessário para planejar e, sobretudo, cumprir com o que for colocado no papel.

A educadora financeira Ana Ferrari, vice-presidente regional da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), explica que a falta de planejamento ocasiona inúmeros prejuízos, como o desiquilíbrio financeiro, que é gastar além do que se ganha. Isso gera possíveis endividamentos até inadimplências. “Quando se trata de planejamento, o ideal é fazê-lo uma vez por ano. Isso deve ocorrer o mais cedo possível, de preferência antes das festas de fim de ano para destinar o 13º salário de forma correta. Mas para quem não fez, ainda é tempo”, garante.

METAS E PRAZOS

Segundo a especialista, o planejamento deve ter metas e prazos estipulados, tirar do papel e colocar o plano em ação. O primeiro passo é reunir a família, independente de quem contribua financeiramente ou não, pois em conjunto é possível inibir despesas e evitar o desperdício. Todos precisam estar movidos por sonhos e metas, sejam eles coletivos ou individuais, que irão fazer com que o planejamento seja colocado em prática.

Saber quanto custa cada ideia também é importante para obter os valores e direcionar os prazos. “Na parte de despesas, um dos objetivos para alcançar as metas é enxugar o máximo de gastos que puder, como o pacote de internet e TV a cabo que não sejam necessários. Já no consumo, toda vez que uma compra for feita, deve haver o consumo consciente que é comprar aquilo que é importante, que vai agregar, seja na alimentação ou no vestuário, checar se realmente está precisando de determinado produto”, detalha.

Outro passo é começar a fazer o orçamento do ano, ter uma planilha de janeiro a dezembro constando os rendimentos líquidos mensais. Depois, é essencial ter o diagnóstico de despesas, incluindo gastos fixos – como conta de energia, escola dos filhos e etc - e eventuais – e até de datas comemorativas, férias e etc. “É importante a planilha e lançar tudo o que for gasto e o que será gasto nela para deixar visualizado e encontrar o padrão de vida. Não se pode abrir mão também do investimento, que é reservar pelo menos 10% do que se ganhar”, finaliza.


(Michelle Daniel/Diário do Pará)



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