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REPRESÁLIAS

Moradores da Pedreira estão temerosos com onda de violência

Sábado, 15/12/2018, 07:46:37 - Atualizado em 15/12/2018, 07:46:37 Ver comentário(s)

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O velório de um homem que foi assassinado na quinta-feira (13), no bairro da Pedreira, em Belém, aconteceu no dia seguinte em meio a muita dor e revolta. Junto a esses dois sentimentos, um terceiro: o medo. Nanclei dos Santos Ferreira foi morto na casa em que também foi velado. A família dele preferiu nada comentar sobre o crime, com a imprensa. “Não queremos falar. Com essa violência que ‘tá’ aí, é melhor não”, declarou a mãe dele, chegando a afirmar que teme represálias dos assassinos, caso expressasse a dor pela perda do filho de forma tão brutal.

A cada dia que passa a sensação de quem vive no bairro, outrora do “samba e do amor”, é de apreensão. Os assaltos e assassinatos transformam todos em prisioneiros dentro de suas próprias casas. (Fotos: Ney Marcondes)

Clima começa a “pesar” a partir das 22h, diz moradora

Moradores da travessa do Chaco, na Pedreira, porém, confirmam que o bairro tem se tornado cada vez mais perigoso nos últimos tempos e que crimes de homicídio, como o de Neiclan, aumentaram. “Tem acontecido vários assim, virou área vermelha aqui. Há alguns anos aconteceu com o meu sobrinho e ninguém sabe o motivo.

Ele era muito querido na vizinhança”, conta a doméstica Maria José, 42, que desde que nasceu vive no bairro. “Hoje em dia tem que ficar atento o tempo inteiro. Quando dá 22h, todo mundo já entra porque o clima começa a ficar pesado”, continua. Ela conhecia a família e sua vítima e afirma não saber o que pode ter motivado o crime.

MEDO

Nilda Lacerda, 51, outra moradora, também afirma ter medo de andar pelo bairro. “Eu não saio de casa. Eles (criminosos) não tão perdoando ninguém. Semana passada, levaram o celular de uma moça na frente da casa dela. Da outra vez, assaltaram o vendedor da esquina. Tá muito perigoso”, relata. Da janela de sua casa, conta que já presenciou assaltos e diz ainda que o policiamento não é suficiente. “Quando meu marido chega, a gente abre o portão depressa pra ele entrar rápido, toda hora olhando pros lados”, acrescenta.

(Arthur Medeiros/Diário do Pará)





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