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TRANSPORTE

Obras do BRT seguem devagar e quem sofre é a população

Sexta-Feira, 23/11/2018, 07:25:34 - Atualizado em 23/11/2018, 07:35:15 Ver comentário(s)

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Obras do BRT seguem devagar e quem sofre é a população (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)
(Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

Passados quatro dias desde que funcionários do consórcio responsável pela construção do BRT anunciaram uma paralisação por atraso no pagamento dos salários, a movimentação nos canteiros de obras localizados na Augusto Montenegro segue bastante tímida. Na manhã desta quinta-feira (22), foi possível ver alguns operários trabalhando nas obras, porém, a maioria se concentrava apenas no trecho da entrada do distrito de Icoaraci.

No perímetro entre o bairro do Coqueiro até Icoaraci, havia trabalhadores no trecho em frente à sede da Celpa, em frente a entrada do Conjunto Maguari e em frente ao Hospital Abelardo Santos, já em Icoaraci. Nesse trecho, enquanto operários atuavam com máquinas escavadeiras e estendiam tubulações no perímetro da obra, a situação de caos era enfrentada por pedestres, ciclistas e motoristas.

Em decorrência das obras, a calçada foi transformada em nada mais do que um amontoado de terra e pedras, a pista de rolamento utilizada pelos veículos ficou restrita a apenas uma faixa, sem sinalização para pedestres. Para quem é obrigado a enfrentar tamanha dificuldade de locomoção, o desejo é de que as obras andassem com mais celeridade. “Está muito complicada a situação aqui. O pedestre não sabe o que fazer porque a parada de ônibus ficou no meio da obra e a gente é que tem que vir pra pista para esperar o ônibus”, reclamava a aposentada Pérola Dias, 67 anos.

(Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

Sem espaço para transitar com a bicicleta, o marceneiro Leandro Ramos, 28 anos, também se sente inseguro. Além dos carros, quem anda nesse meio de locomoção ainda precisa desviar dos buracos e dos montes de terra deixados pela obra. “O que a gente mais quer é que esse transtorno todo não seja em vão”.

Mototaxista em um ponto localizado nesse perímetro, Lucival Nascimento, 52 anos, também sonha com o dia em que verá as obras do BRT finalizadas. “Estamos confiantes que um dia isso termina”, comentou. “Até porque já estamos tendo prejuízo. Antes da obra fazíamos R$70 por dia. Agora estamos fazendo uma média de R$40 por dia. Caiu muito por causa desse transtorno todo”.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que “as obras do BRT no último trecho seguem o cronograma normal e estão com os serviços concentrados no Terminal Maracacuera, para conclusão até o fim do ano”. A nota diz, ainda, que “a paralisação dos serviços, devido a manifestação dos trabalhadores pelo cumprimento de dissídio coletivo, teve fim ontem (21), após acordo entre Consórcio BRT e empregados” e que “o Consórcio BRT reforça que desde o início da obra, nunca deixou de cumprir com direitos trabalhistas e fiscais e que nunca houve atraso de salários no canteiro de obras”.

PARA ENTENDER

A paralisação

- Funcionários do consórcio construtor do BRT de Belém paralisaram as atividades na última segunda-feira (19) e só retomaram as obras na quarta (21). O motivo seria o atraso de pagamento dos salários dos operários do sistema, cuja obra se arrasta na avenida Augusto Montenegro.


(Cintia Magno/Diário do Pará)





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