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SEM ORIENTAÇÃO

Mudança na fiscalização da BR-316 gera reclamações de motoristas e pedestres

Terça-Feira, 13/11/2018, 08:01:51 - Atualizado em 13/11/2018, 08:18:13 Ver comentário(s)

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Mudança na fiscalização da BR-316 gera reclamações de motoristas e pedestres (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)
Esse mês, o trecho da rodovia até o quilômetro 18 passou para o Detran. Mas motoristas reclamam da sinalização e da falta de agentes (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

Desde o último dia 1° de novembro, o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA), assumiu a fiscalização do trecho inicial da BR-316, que compreende os 18 primeiros quilômetros. A mudança gera queixas de motoristas e pedestres, já que os engarrafamentos diários têm aumentado na rodovia, única via de acesso à capital paraense. Antes, a responsabilidade era da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A justificativa para a troca foi a obra do BRT Metropolitano. A PRF, responsável pelo gerenciamento das rodovias federais, assinou documento repassando ao Estado as atribuições de fiscalizar e ordenar o trânsito em todo perímetro. No trecho correspondente, que vai do Entroncamento até a entrada do município de Benfica, a principal reclamação dos condutores é o fluxo demorado de veículos, principalmente nas primeiras horas da manhã. “Antes era só aos finais de semana, mas agora diariamente tem essa demora. Quem passa aqui sabe que vai perder muito tempo”, reclama o motorista Fábio Silva.

A reclamação do condutor se refere ao número de cones e sinalizadores colocados logo após a barreira de Ananindeua, onde fica o retorno da via. As filas para a mudança de pista irrita quem precisa retornar em segurança para as faixas de velocidade. “Essa parada aqui não tem um ponto de apoio. Você observa que os motoristas do outro sentido não param, então quem faz o retorno precisa avançar com o carro, causando mais riscos de acidente”, alerta o motorista.

SEM ORIENTAÇÃO

A reportagem do DIÁRIO percorreu a rodovia e não encontrou agentes de trânsito ordenando o trânsito ou orientando condutores. “Eles encheram este trecho com sinalização, mas não há orientação. O motorista acaba passando e muitos se perdem, quando a gente vê, a fila já está enorme”, critica a vendedora Joelma da Costa. A troca de gestão do trecho, conforme a PRF informou à época, se deve principalmente à atual configuração da via, que há vários anos sofre com o avançado processo de urbanização, perdendo sua característica de rodovia.

Além do Detran, a Polícia Militar também tem autorização para fazer abordagem e patrulhamento na área. “Passar por aqui é um exercício de paciência, fora o risco de uma batida entre os carros” diz o comerciante Lázaro da Costa.

As obras do BRT correspondentes ao trecho citado na matéria, ainda não começaram, mesmo com o governador Simão Jatene tendo assinado, no último dia 24 de setembro, o documento que autoriza a empresa vencedora do processo licitatório, a Odebrecht, a iniciar os trabalhos, a partir da segunda quinzena de outubro.

RESPOSTA

Em nota, o Detran informou que as ações de fiscalização estão concentradas principalmente nos horários de grande fluxo que iniciam às 7 da manhã. Os agentes de fiscalização trabalham exclusivamente na fluidez devido a malha viária que não comporta isolamento de faixa para a operação de trânsito. O órgão informou ainda que já estuda propostas de mudanças para melhoria do fluxo na BR-316. “As ações de mudança estão sendo estudadas em parceria com a CENTRA/Detran (Coordenadoria de Engenharia de Tráfego) para melhor viabilidade técnica”, informou.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)



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