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REDE INVADIDA

Hackers roubam dados de quase 30 milhões de usuários do Facebook

Sexta-Feira, 12/10/2018, 21:34:59 - Atualizado em 12/10/2018, 21:34:59 Ver comentário(s)

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Hackers roubam dados de quase 30 milhões de usuários do Facebook (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O Facebook confirmou, nesta sexta-feira (12), que dados pessoais de 29 milhões de usuários foram roubados por hackers.

Os hackers conseguiram acessar detalhes de contato, incluindo nome, número de telefone e email, de 15 milhões de pessoas.

Outras 14 milhões tiveram ainda mais dados acessados, como nome de usuário, gênero, localidade, idioma, status de relacionamento, religião, cidade natal, data de nascimento, dispositivos usados para acessar o Facebook, educação, trabalho e os últimos dez locais onde estiveram ou em que foram marcados.

"Estamos cooperando com o FBI [a Polícia Federal americana], que está investigando ativamente e nos pediu para não discutir quem pode estar por trás desse ataque", disse o Facebook em seu comunicado.

A companhia afirmou que usuários podem encontrar mais informações sobre segurança da conta nesta página: https://www.facebook.com/help/securitynotice?ref=sec.

A empresa ainda informou que enviará emails para os quase 30 milhões de usuários atingidos para explicar o ocorrido.

O Facebook ainda disse que o ataque não inclui outros aplicativos controlados pelo mesmo grupo econômico, como: Messenger, Messenger Kids, Instagram, WhatsApp, Oculus, Workplace, Pages, entre outros.

O ataque já havia sido anunciado pela empresa no fim de setembro, quando se levantou a suspeita de que 50 milhões de perfis haviam sido invadidos.

O acesso aos usuários ocorreu por meio de uma vulnerabilidade no código do Facebook ligada ao recurso de "ver como".

Nesse dispositivo, usuários conseguem ver como outras pessoas, que não são suas amigas na rede, enxergam seu perfil.

Os hackers conseguiram, por meio desse código, roubar tokens de acesso às contas.

Os tokens de acesso são como chaves digitais que mantêm as pessoas logadas à rede para que não tenham de preencher seu usuário e senha sempre que acessem suas contas.

Por isso, no dia do anúncio dos ataques, milhões de usuários encontraram suas contas deslogadas –medida tomada pelo Facebook, juntamente de outras ações para corrigir a falha de segurança.

Recentemente, a divisão Google do grupo Alphabet anunciou um conjunto de medidas de proteção à privacidade de dados, o que inclui acabar com o Google+.

A decisão põe fim ao produto lançado em 2011 para concorrer com Facebook. Foi um dos maiores fracassos do Google.

Um defeito no software do site social deu a desenvolvedores externos acesso potencial a dados pessoais de usuários do Google+, entre 2015 e março de 2018. A falha pode ter exposto dados de 500 mil usuários.

(Folhapress)





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