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Governo silencia sobre as eternas obras de prolongamento da João Paulo

Sexta-Feira, 24/08/2018, 07:38:46 - Atualizado em 24/08/2018, 07:47:18 Ver comentário(s)

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Governo silencia sobre as eternas obras de prolongamento da João Paulo (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)
(Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

Com obras iniciadas há cerca de cinco anos, a entrega do prolongamento da avenida João Paulo II, em Belém, foi adiada por várias vezes. Embora os trabalhos estejam prosseguindo, existem, por exemplo, passarelas que começaram a ser construídas no início da obra e que ainda não estão prontas. Em alguns pontos, existem apenas os pilares de sustentação. Inclusive, no dia 17 de janeiro deste ano, uma das estruturas tombou na via.

Do portão de entrada da obra, onde inicia o prolongamento na João Paulo II, bairro do Curió Utinga, também é possível observar que a estrutura de ferro da ponte construída no local já está totalmente enferrujada. Há também amontoados de ferro colocados ao chão, na calçada da via. Moradores que esperavam ser beneficiados, no entanto, não viram o progresso chegar para eles até agora.

É o caso do aposentado Aluísio Santos Lopes, de 76 anos. Morador da passagem Liberdade, no bairro da Guanabara, em Belém, ele diz que a via onde reside não foi incluída no projeto da obra. Embora a rua termine na extensão da nova avenida, não existe acesso direto para a avenida. Os moradores terão de contornar uma outra rua para, por exemplo, conseguirem acessar a avenida de carro ou motocicleta.

Além disso, existe um acostamento que separa a Liberdade da avenida e no local há uma vala sem nenhum tipo de saneamento básico. “Essa vala está atrapalhando. Era para ter acesso direto, mas não fizeram nada. Trouxeram tubos, mas não fizeram o tratamento de esgoto”, critica o morador. No final da via, os próprios moradores se organizaram para fazer uma vala e para cobrir a rua com areia, na tentativa de amenizar a precariedade. “Estão fazendo a obra, mas a gente não teve melhoria aqui. Essa rua não consta nesse projeto, não fizeram nada”, acrescenta.


(Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

ESTREITAMENTO

Os carros de passeio ainda não estão permitidos de trafegar pela extensão da avenida. Em outra área da obra, moradores da rua Parabor, também na Guanabara, criticam o estreitamento da via que, antes do início das obras, era a principal da área. De acordo com o autônomo Arlindo da Silva, 62 anos, a via possuía cerca de oito metros de largura e existia acostamento para o estacionamento dos veículos dos moradores.

Mas com as obras de prolongamento, houve o encurtamento da rua que agora tem somente cerca de três metros de largura e ficou sem o acostamento. “Era para terem deixado espaço para passar dois carros e mais o acostamento. Se for passar dois carros, um vai ter que subir o meio-fio. Essa passarela não fizeram, tá desde o início também. Querem entregar a obra sem tá pronta”, reclama.

Já a moradora da área onde inicia o prolongamento, a dona de casa Adenilda Silva, 56 anos, conta que as estruturas que receberiam as passarelas naquele perímetro foram erguidas há seis meses e não há nem sinal de ficarem prontas.

A escuridão e a demora para a conclusão dos serviços são outras situações que incomodam. “Está muito escuro aqui. Era para ter pelo menos alguns postes já com iluminação. Tinha até uma placa com prazo de entrega, mas tiraram. Não tem nada pronto. Tem material pelo chão e até pilar já caiu”, observa.


(Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

DESCULPAS

Em 17 de julho passado, o Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), informou que a alteração no calendário de conclusão do prolongamento da avenida “se deu para que seja garantida a qualidade da obra e dos serviços que serão prestados aos usuários”. Informaram ainda que a nova data ainda seria agendada.

E disse ainda que “as paradas de ônibus estão prontas, aguardando a fabricação das passarelas para instalação concomitante. O material das sete passarelas é o aço 588 corten, do tipo patinável, produzido sem costura durante a fabricação, cuja composição contém elementos que melhoram suas propriedades anticorrosivas”.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)



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