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AGRICULTURA

Colônia japonesa trouxe desenvolvimento para Tomé-Açú

Segunda-Feira, 06/08/2018, 08:03:51 - Atualizado em 06/08/2018, 08:03:51 Ver comentário(s)

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Colônia japonesa trouxe desenvolvimento para Tomé-Açú (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
Cooperativa gera emprego e renda com a produção de frutas, verduras e a industrialização de polpas e sucos (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

O município de Tomé-Açu, no nordeste paraense, é um dos mais “orientais” do Estado. Localizado a 200 km de Belém, ele se destaca pela aplicação da agricultura, sobretudo, na produção de frutas como abacaxi, acerola, açaí, cacau, cupuaçu, laranja, entre outras, além do cultivo da pimenta-do-reino e outras hortaliças.

A chegada dos japoneses naquela região, há 89 anos, aprimorou o sistema e ajudou a movimentar a economia gerando emprego e renda, em benefício de toda apopulação. O assunto é levado a sério no município. Tanto que foi criada a Associação Cultural de Fomento Agrícola de Tomé-Açu (Acta). Fundada pelos primeiros japoneses para inserir a cultura nipônica na região, a entidade sempre buscou fortalecer a plantação entre famílias que atravessaram os continentes ou já estavam aqui.

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“Quando os primeiros japoneses chegaram em Tomé-Açu, já encontraram a agricultura adotada aqui. Mas eles ajudaram que essa cultura do cultivo da terra fosse aprimorada de várias formas”, diz Silvio Chibata, presidente da Acta. Na associação, os pequenos agricultores, em especial os das comunidades de agricultura familiar, recebem incentivo para o melhor desenvolvimento de suas atividades, além do encaminhamento para serem inseridas no mercado.

Esses agricultores são encaminhados pela Acta para a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), que foi criada em 1931, também pelos japoneses pioneiros, que se concentrava apenas no cultivo da pimenta-do-reino. No ano de 1949 passaram a cuidar de outros tipos de hortaliças e, a partir de 1987, inseriram a produção de frutas, oriundas principalmente de seus cooperados, usadas na fabricação de polpas e sucos.

A princesa do Japão, Mako, visitou Belém e a cidade de Tomé-Açú no último dia 28 de julho (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Tudo é vendido aqui mesmo ou exportado para o mercado externo. “A nossa produção de polpa de frutas e de suco é de 20 a 30 toneladas por dia, que vendemos não apenas no Pará, mas distribuímos em outros Estados do Brasil”, afirmou Emerson Tsunoda, diretor da Camta.

“Desses indiretos, estão incluídos a produção do cultivo de grupos da agricultura familiar”, reitera Alberto Oppata, presidente da cooperativa. “Quando os primeiros japoneses vieram para esse município, em 1929, foi em busca da melhora de vida. Alcançaram essa melhoria de vida graças à agricultura, que beneficiou não apenas os imigrantes, mas também a população local”, conclui.

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VISITA REAL - Para se ter uma idéia da importância da agricultura em Tomé-Açú para os japoneses, a princesa do Japão, Mako, esteve no Pará, onde desembarcou em Belém e conheceu o Mercado de Peixe e a feira de artesanato do Ver-o-Peso, na capital, no último dia 28 de julho. No dia anterior, ela esteve em Tomé-Açu, nordeste paraense, onde visitou agricultores e conheceu a fábrica de sucos da Camta.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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