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FIRME E FORTE

Professores mantém greve na rede estadual de ensino

Sexta-Feira, 18/05/2018, 23:42:53 - Atualizado em 18/05/2018, 23:59:43 Ver comentário(s)

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Professores mantém greve na rede estadual de ensino (Foto: Divulgação/Sintepp)
Categoria decidiu pela continuidade da greve durante assembleia geral realizada nesta sexta-feira (18) em Belém (Foto: Divulgação/Sintepp)

Professores da rede estadual de ensino fizeram assembleia geral na manhã desta sexta-feira (18) e decidiram pela continuidade da greve. A reunião foi feita na escola Cordeiro de Farias, bairro do Souza, em Belém.

Na ocasião, a categoria avaliou o andamento da greve, fez um apanhado das lutas recentes e divulgou nova agenda de manifestos previstos para a próxima semana, entre eles um ato público cultural na própria Cordeiro de Farias no dia 25 de maio.

GREVE

A greve na rede estadual de ensino foi iniciada no início deste mês, no dia 2, com 75% das escolas fechadas. Os profissionais reivindicam melhorias salariais e denunciam as precariedades das escolas públicas, a violência e o próprio descumprimento do “Pacto da Educação”.

CARTA ABERTA

Em carta aberta, divulgada no dia 27 de abril, o Sintepp elencou os problemas da educação pública no Pará. Leia abaixo:

O povo do Pará assiste estarrecido a explosão da violência em todos os cantos deste Estado. Só este ano já são mais de mil assassinatos, chegando a vinte o número de policiais mortos.

São números de guerra que mostram a incapacidade do Governo Jatene em responder às demandas básicas da população.

Essa mesma violência atinge as escolas, levando-as a serem um ambiente de medo e insegurança, quando deveriam ser ambientes de dignidade e construção da cidadania.

Mas não é só a violência de roubos, assaltos e drogas que as escolas estão submetidas. Outro tipo de violência tem afligido professores e alunos: o abandono e a omissão do governo com as escolas públicas paraenses.

A educação pública do Pará vem sendo sabotada por Jatene, que faz de tudo para “economizar” às custas de professores, deixando as escolas em condições precárias, sem carteiras e com o eterno problema falta da merenda escolar, que quando não falta é insuficiente.

Como se não bastasse tanto abandono, o governador não cumpre as leis educacionais, não pagando, por exemplo, o Piso Salarial dos professores, que é uma Lei Federal que vem sendo descumprida por Jatene desde 2016.

Entramos no terceiro ano consecutivo de CALOTE de Jatene, que também desobedece sentenças judiciais do Tribunal de Justiça, se negando a cumprir a lei.

O governador se nega também em cumprir um acordo judicial de 2013, e segue sem encaminhar para a Assembleia Legislativa o projeto de lei para valorizar os demais trabalhadores em educação (secretários, porteiros, merendeiras, vigias, etc.).

Perguntamos se o governador Jatene, que governa por recursos judiciais, já que está CASSADO por uso da máquina para se eleger, continuará zombando do povo, dos professores e do judiciário.

Todos sabem que não se combate a violência só com a polícia, nem com mais violência! Para resgatarmos nosso povo, que virou refém da violência e do medo, é preciso que se invista de verdade na educação e em políticas públicas para nossa juventude.

Para defender nossos direitos e o direito de nossos alunos a terem uma escola segura e de qualidade, os trabalhadores em educação decidiram ENTRAR EM GREVE a partir do dia 02 de Maio.

Sabemos dos transtornos que podem ser causados por este movimento, mas nem chegam perto dos transtornos causados por Jatene abandonando a educação pública.

Portanto, convocamos toda a sociedade paraense para defender esta causa, que deve ser de todos, especialmente os pais e alunos a somarem força na defesa das escolas!

(Com informações do Sintepp)



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