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Reformas fracassam e Argentina pede ajuda ao FMI

Terça-Feira, 08/05/2018, 22:15:58 - Atualizado em 08/05/2018, 22:15:58 Ver comentário(s)

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Reformas fracassam e Argentina pede ajuda ao FMI (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, vai recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em busca de apoio externo para equilibrar a situação financeira do país.

Em pronunciamento nesta terça-feira (8), em rede de televisão, Macri disse que as políticas econômicas adotadas em dois anos e cinco meses de governo são o único caminho possível para sair da situação de “estancamento” que herdou da antecessora Cristina Kirchner.

Macri admitiu que a Argentina é um dos países “que mais dependem de financiamento externo” e que foi afetada pelas recentes mudanças no cenário internacional, com os aumentos do preço do barril de petróleo e da taxa de juros norte-americana e a valorização do dólar norte-americano frente a outras moedas.

Na sexta-feira (4) o Banco Central argentino elevou as taxas de juros de referência de 33,25% para 40%, para atrair de volta os investidores e conter a disparada de dólar. Na Argentina, qualquer aumento no valor do dólar costuma ter impacto sobre a inflação, que continua alta (cerca de 25% ao ano).

Em entrevista coletiva, após o pronunciamento de Macri, o ministro da Economia, Nicolas Dujovne, disse que já conversou com a diretora executiva do FMI, Christine Lagarde, sobre a possibilidade de um “empréstimo preventivo”, a taxas mais baixas que as do mercado. Economistas independentes estimam que o valor deve ficar em torno de US$ 20 bilhões, mas o governo ainda não falou de cifras, nem sobre quais seriam as condições.

Dujovne afirmou apenas que manterá a política gradualista de cortar o alto déficit público, que equivale a 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O governo considera politicamente inviável adotar medidas drásticas para recuperar a economia, mesmo após a grande crise de 2001.

Desde que o país começou a se recuperar, no governo de Nestor Kirchner (2003-2007), até a chegada de Macri ao poder, a Argentina tem assumido postura contrária às políticas de ajuste impostas pelo FMI como condição para concessão de empréstimos a países em dificuldades.

“O FMI hoje não é o mesmo de antes”, disse Dujovne, ao lembrar que vários países desenvolvidos recorreram ao fundo para superar crises, sobretudo nos anos de 2008 e 2009. “O fundo aprendeu com as lições do passado e, de fato, Christine Lagarde, apoiou o programa gradualista da Argentina”,destacou Dujovne. De acordo com o ministro, o empréstimo garantirá que o governo continue tendo fundos para financiar programas sociais e crédito a pequenos produtores.

(Agência Brasil)





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