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Região Metropolitana de Belém teve 72 mortes em uma semana

Segunda-Feira, 16/04/2018, 07:13:33 - Atualizado em 16/04/2018, 07:24:07 Ver comentário(s)

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Região Metropolitana de Belém  teve 72 mortes em uma semana (Foto: )
Em Americano, 21 presos e um agente prisional morreram em tentativa de invasão divulgação

Entre o último domingo (8) e esta sexta-feira (13), Belém registrou a ocorrência de 72 homicídios. Segundo a Agência Brasil, desses, 50 mortos foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup). Mas a secretaria não incluiu nessa estatística os 22 mortos durante ataque ao presídio de Americano, em Santa Izabel, que também é da Região Metropolitana da capital. 

Segundo a Segup, desde segunda-feira (9) está em funcionamento uma sala de situação para integrar os órgãos de segurança e avaliar com mais rapidez as operações policiais. Naquele dia, uma chacina na cidade deixou 12 vítimas, após a morte de um policial militar. Desde quinta-feira (12), todos os policiais que atuam em áreas administrativas foram deslocados para atuar em operações nas ruas da região metropolitana de Belém. O reforço permanece pelo menos até a próxima quinta-feira (19), segundo nota oficial da corporação.

Por exemplo, na terça-feira (10), em pleno funcionamento dessa “sala”, 22 pessoas morreram em um banho de sangue no presídio de Americano, em Santa Izabel. Desses, 21 eram bandidos e o agente prisional Guardiano Santana, de 57 anos, foi alvejado e morreu na hora. O Governo do Estado ainda não informou como as armas entraram na casa penal. 

OUSADIA

No dia seguinte, quarta (11), cerca de 10 bandidos armados atacaram, durante a noite, um trailer da PM, o que deixou uma policial ferida na perna, no bairro do Condor. Por causa do atentado, o comandante da PM no Pará, Coronel Hilton Benigno, disse que ele já “vinha analisando a possibilidade de mudança de estratégia desde a morte de um policial que estava em um trailer da praça Matriz de Marituba, no mês passado”.A medida preocupa moradores próximos dos PM Boxes da cidade. E teve mais 16 corpos espalhados na capital, na quinta-feira (12)

Ainda na quinta, o promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, deu entrada junto ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em um procedimento preparatório para apurar o aumento da violência contra policiais militares. A princípio, foram solicitados esclarecimentos no prazo de 72 horas, com prazo terminando hoje (16).

 Na segunda-feira, 9 de abril, a execução de um PM levou a morte de 12 pessoas pela cidade (Foto: Celso Rodrigues)

Trailer da PM, onde policial levou tiro na perna, após atentado (Foto: Celso Rodrigues)

Capital tem 3 assaltos por dia dentro de ônibus em 2018

O mês de janeiro de 2018 já registra um aumento de 60 assaltos a ônibus em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pelo Sindicato de Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Pará (STTREPA) com base em boletins de ocorrência registrados. Os números referentes aos meses de fevereiro e março deste ano ainda estão sendo levantados, mas o sindicato estima uma média de três assaltos por dia nos meses em questão. 

Vice-presidente do STTREPA, Ewerton Paixão explica que em janeiro deste ano foram relatados, em ocorrências policiais, 150 assaltos a ônibus somente nas cinco principais empresas que atuam na capital. Em janeiro de 2017, o número não passou de 90 assaltos, em média. O crescimento nos ataques a coletivos vem sendo denunciado pelos rodoviários já há algum tempo. “Do jeito que está, está difícil. Nós vemos comunicando à polícia”. Com base no levantamento pautado nos registros de ocorrências, o sindicato ainda conseguiu mapear a via onde foi registrada a maior parte dos assaltos a coletivos. 

Com uma média de 40 ocorrências, a rodovia Arthur Bernardes ocupa o topo do ranking, seguida pelas avenidas Pedro Álvares Cabral e Perimetral. “Esses setores são onde existem os maiores índices de assaltos. Além dos crimes dentro dos coletivos, também há muitos assaltos nos fins de linha”, reforça Ewerton. Para quem precisa esperar pelo coletivo em paradas de ônibus localizadas na Arthur Bernardes, o levantamento do sindicato não é nenhuma surpresa. A consultora de beleza Marlene Castro, 40 anos, conta que já presenciou um assalto a ônibus enquanto circulava pela rodovia. Ela não teve os pertences roubados, mas não esquece os momentos de tensão vivenciados dentro do coletivo. “É horrível porque a gente não tem pra onde correr. O que eles mais querem é celular”. 

Nas paradas, o clima é de desconfiança e medo (Foto: Maycon Nunes)

Apontada também como uma das vias onde mais tem essas ocorrências, a avenida Pedro Álvares Cabral também é marcada pelo medo. Em dezembro do ano passado, o ônibus em que estava a autônoma Inácia França, 49 anos, foi alvo de assaltantes assim que entrou na avenida Pedro Álvares Cabral. “Vários homens subiram de uma vez. Alguns passageiros até tentaram se jogar do ônibus, com medo”.

De acordo com o STTREPA, após a divulgação das avenidas onde foram registradas a maior parte dos assaltos, uma reunião foi realizada com a Polícia Militar. O vice-presidente do sindicato, Ewerton Paixão, informou que a polícia se comprometeu a intensificar as fiscalizações e abordagens a coletivos nas áreas citadas. A PM foi procurada para comentar os dados, mas não deu retorno.

OCORRÊNCIAS - VIAS MAIS ASSALTADAS EM BELÉM

1º Rodovia Arthur Bernardes – 40 ocorrências
2º Avenida Pedro Álvares Cabral
3º Avenida Perimetral
4º Avenida Senador Lemos
5º Avenida Centenário
6º Avenida Augusto Montenegro

Fonte: STTREPA

(Cintia MagnoCom informações da Agência Brasil)





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