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Servidores públicos estaduais entram em estado de greve

Sexta-Feira, 16/03/2018, 08:02:42 - Atualizado em 16/03/2018, 08:02:42 Ver comentário(s) A- A+

Servidores públicos estaduais entram em estado de greve (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
Antonio Catete diz que os servidores têm pressa, já que a lei eleitoral veta reajustes depois de 7 de abril. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Hoje, a partir das 9h, um fórum de entidades ligadas ao funcionalismo público estadual, composto por 22 sindicatos e três centrais, entrou em estado de greve. Eles se reúnem na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB - Belém) para definir as estratégias de mobilização rumo às negociações de reajuste salarial junto ao Governo do Estado, marcadas para o próximo dia 27. 

A primeira das ações foi definida ontem: 220 mil servidores, dentre 150 mil ativos e 70 mil inativos, concordaram em entrar em estado de greve - uma forma de alertar à Secretaria de Estado de Administração (Sead) sobre a iminência de uma paralisação das atividades caso não haja evolução na discussão da pauta de reivindicações da categoria, que segue para o terceiro ano com a remuneração congelada. 

DEFASAGEM

Presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco), Antonio Catete, informou que os trabalhadores seguirão em assembleia permanente até a data-limite e que farão programações – reuniões, panfletagens, assembleias – em alguns órgãos estaduais no sentido de conseguir apoio para a causa. “Nossa pauta já foi encaminhada ao Governo, e além da questão salarial, há ainda a defasagem de algumas verbas como diárias, desnivelamento de valores no vale-alimentação e outros”, afirma Catete. 

“Além do mais, a lei eleitoral impede que qualquer reajuste acima da inflação seja concedido depois de 7 de abril e, como já estamos acumulando 3 anos sem aumento, precisamos definir isso logo”, justifica. “Precisamos fazer pressão, para podermos negociar. Não funciona de outra forma. Não podem continuar só mexendo no valor do vale-alimentação”, avalia o sindicalista.

(Carol Menezes/Diário do Pará)







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