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Quase meio milhão ainda não fez cadastro biométrico

Quinta-Feira, 07/12/2017, 08:17:05 - Atualizado em 07/12/2017, 08:17:05 Ver comentário(s) A- A+

Quase meio milhão ainda não fez cadastro biométrico (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
Eleitores podem agendar atendimento ou procurar um dos postos do TRE/PA, como fez a dona de casa Eulália Nascimento na manhã de ontem. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Foram 20 minutos para a dona de casa Eulália Nascimento, de 50 anos, cadastrar a biometria e ficar em dia com as obrigações eleitorais. A moradora do bairro da Terra-Firme, em Belém, que foi na manhã de ontem a um posto de atendimento, localizado na Companhias Docas do Pará (CDP). Ela está entre os 550.376 eleitores belenenses que já revisaram a biometria. No entanto, faltando quase quatro meses para o encerramento do cadastramento, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) informa que quase meio milhão de eleitores ainda não fizeram o cadastro.

De acordo com Felipe Brito, secretário de Tecnologia da Informação do TRE/PA, a revisão começou a ser feita na capital desde o mês de março deste ano. De lá pra cá, oferta diariamente cerca de 4 mil atendimentos nos 11 postos espalhados em Belém e nos distritos de Icoaraci e Mosqueiro. Parte do cadastramento é programado pela internet, o que tem gerado conforto e tranquilidade aos eleitores. Todos os 144 municípios do Pará já iniciaram o processo. Desses, 27 já concluíram. E, com a proximidade do fim do prazo do cadastro, que segue até 24 de março de 2018, o tribunal está preocupado. 

“É um número grande de eleitores que precisam fazer o cadastro para o curto período que temos pela frente. Quanto mais pessoas deixarem para depois, pior vai ser o atendimento. Acreditamos que o TRE não vai comportar tanta gente”, diz Brito. 

“Em 2018, teremos uma eleição importante, onde serão escolhidos presidente, governador, senador e deputado. Quem não fizer a biometria não poderá votar, e quem não vota fica com o CPF irregular, consequentemente, não consegue fazer quase nada na vida pública”, esclarece.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)





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