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Bombeiros suspeitos de cobrar propina para liberar alvarás são presos

Terça-Feira, 12/09/2017, 14:11:52 - Atualizado em 12/09/2017, 14:11:52 Ver comentário(s) A- A+

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem nesta terça-feira (12) 38 mandados de prisão preventiva contra acusados de fraudes na inspeção de estabelecimentos comerciais pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, os bombeiros recebiam propina para liberar o funcionamento desses locais. As informações são da Agência Brasil.

 

 Os bombeiros precisam inspecionar e liberar o funcionamento dos estabelecimentos, depois de avaliar os riscos de incêndio e acidentes. Mas, segundo a secretaria, os suspeitos usavam seus cargos dentro da corporação para negociar propina com os empresários e liberar o funcionamento, mesmo que o local não cumprisse os requisitos de segurança.

 Entre os empreendimentos liberados para funcionar mesmo sem o cumprimento dos requisitos estão locais de diversões que reúnem grande público, inclusive um estádio de futebol. Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, quartéis do Corpo de Bombeiros e sedes de empresas.

 

 

O esquema de corrupção funcionava no setor de engenharia de diversos grupamentos militares, principalmente nos quartéis de Nova Iguaçu (4º GBM) e de Duque de Caxias (14º GBM) e no Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP).

 Entre os mandados de prisão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, estão os de dois assessores especiais do comandante-geral do CBMERJ, dos comandantes da Baixada Fluminense, de Nova Iguaçu, do Irajá, (ex-comandante de Duque de Caxias), GOPP, de Copacabana, Campinho, Jacarepaguá, do Destacamento de Paracambi e de sete coronéis da reserva.

(Folhapress)





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