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Em Belém, Raça Negra fala sobre carreira e projetos

Quarta-Feira, 06/09/2017, 09:21:04 - Atualizado em 06/09/2017, 09:21:04 Ver comentário(s) A- A+

Em Belém, Raça Negra fala sobre carreira e projetos (Foto: Divulgação)
Para o vocalista Luiz Carlos, os fãs se identificam com os sucessos cantados pelo Raça Negra. (Foto: Divulgação)

Desde que o grupo Raça Negra surgiu, em São Caetano do Sul (SP), já são mais de 30 anos de carreira de uma história onde, a todo momento, surgem novos fãs acompanhando a trajetória dos músicos e seu pagode romântico, com letras que falam de amor e desilusão. Afinal, quem nunca cantou os versos “então me ajude a segurar essa barra que é gostar de você”? O grupo se apresenta hoje em Belém, no Hangar, em muito boa companhia, ao lado do sambista Jorge Aragão, no show “Encontro de Gigantes”. 

O samba romântico e os pagodes do Raça Negra começaram a fazer sucesso nos anos 1990 e se tornaram uma inegável influência e referência para muitos outros grupos, que se espelhavam no sucesso dos paulistas - eles entraram até no Guiness Book, o livro dos recordes, por conta da música “É Tarde Demais” ter tocado 600 vezes no mesmo dia, em 20/07/1995, para ser mais exato. Hoje são as redes sociais que ajudam a movimentar os novos fãs da banda, como conta o vocalista Luiz Carlos, a voz inconfundível que é marca da sonoridade do Raça Negra, em entrevista exclusiva ao Você.

P O Raça Negra já tem mais de 30 anos de carreira e hoje em dia atinge vários públicos, vejo a movimentação pelo Facebook, nas redes sociais, de novos fãs. O que acham disso?
R Nós achamos ótimo! Vemos muitas famílias, pais e filhos, indo juntos às nossas apresentações e todos curtem muito o show, e isso é muito legal, ficamos felizes em saber que atingimos todas as idades, que eles gostam das nossas músicas.

P Como tem sido essa trajetória, entre conquistas e desafios?
R Temos muitos anos de carreira, já passamos por altos e baixos e aprendemos que o importante é não desistir. Os maiores desafios vêm no começo da carreira, quando você ainda não é reconhecido. Até você chegar no alto tem uma longa escalada, mas quando conquistamos, quando ouvimos nossas músicas tocando no rádio, vemos os nossos CDs e DVDs estourando, aí percebemos que tudo valeu a pena.

P Como foi o início de tudo, quando o pagode não era tão popular no país todo? O que vocês acham que o Raça Negra deixou de legado para o movimento dos anos 1990 e 2000?
R Não posso dizer que foi fácil, mas valeu muito a pena, tanto que até hoje nós somos referência no meio. Nosso legado é nossa música, nossa essência! Acredito que muitos grupos se inspiraram no Raça Negra para começar e isso é gratificante para nós, sabermos que fomos uma inspiração em meio a tantos grupos bons também.

P As músicas do Raça Negra são verdadeiros clássicos e quem conhece a banda sabe cantar quase todas na ponta língua. Qual a “fórmula” para esse sucesso e interação com o público?
R Nós cantamos com amor, cantamos sobre cenas e fatos cotidianos, que podem acontecer com qualquer pessoa. Rola uma identificação dos nossos fãs com as músicas e acredito que essa seja a fórmula para o sucesso, nós cantamos o que eles passam, eles se veem nas músicas.

P Como estão os próximos projetos?
R Estamos seguindo com nossa agenda de shows por todo o Brasil e como lançamos recentemente o DVD “Raça Negra e Amigos II”, um projeto com participações especiais de pessoas que admiramos como Leonardo, Thiaguinho, Xand Avião, Wesley Safadão e muitos outros, ainda não temos nenhum projeto no papel, mas podem ficar ligados que quando tivermos alguma novidade, vocês ficarão sabendo!

(Dominik Giusti/Diário do Pará)





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