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Professores da rede estadual de ensino param atividades hoje

Quinta-Feira, 31/08/2017, 08:31:10 - Atualizado em 31/08/2017, 08:59:51 Ver comentário(s) A- A+

Professores da rede estadual de ensino param atividades hoje (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)
(Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

Os professores da rede estadual de ensino fazem paralisação, hoje, para reivindicar melhorias salariais. A categoria cobra do Governo do Estado o pagamento do piso salarial do magistério de R$ 2.300. Atualmente, o vencimento básico dos professores é de R$ 1.927, e já deveria ter sido reajustado em janeiro deste ano. Em alguns casos, a defasagem salarial chega a R$ 330.

Na terça-feira (29), a secretária estadual de Administração, Alice Viana, confirmou, durante audiência com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), que não haverá negociação por enquanto. O Governo quer levar até a última instância o recurso impetrado contra a decisão do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), que mandou o Estado pagar o piso exigido pela categoria. “A educação na rede estadual está falida com os projetos desenvolvidos pelo Governo tucano”, critica o coordenador geral do Sintepp, Matheus Ferreira.

PISO SALARIAL

Além do piso salarial, os educadores reivindicam a reforma das escolas que se encontram em maior precariedade de funcionamento. É o caso, por exemplo, de uma escola em Ananindeua, invadida por criminosos, anteontem, depois que o muro caiu por falta de manutenção. A mesma escola tem outros problemas como entupimento de fossa e valas. Segundo Ferreira, pelo menos 60% das instituições estaduais de ensino precisam de melhorias estruturais. O Governo, no entanto, promete reformar ou retomar obras paradas de apenas 300 delas.

A paralisação acontece todo o dia, mas a concentração será às 14h, em frente à Secretaria de Administração (Sead). “Se não houver avanço nas negociações, a categoria avaliará o indicativo de greve durante assembleia geral, marcada para amanhã”, informa Ferreira.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)





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