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É a crise: dupla é impedida por moradores de vender garça no Ver-o-Peso

Domingo, 27/08/2017, 21:06:39 - Atualizado em 27/08/2017, 21:53:45 Ver comentário(s) A- A+

É a crise: dupla é impedida por moradores de vender garça no Ver-o-Peso  (Foto: Via Whatsapp)
Ave está muito debilitada devido aos maus tratos (Foto: Via Whatsapp)

Um grupo de moradores de Belém flagrou dois indivíduos tentando vender uma garça por R$ 20 no complexo Ver-o-Peso, no final da tarde deste domingo (27). A dupla foi duramente rechaçada pela população e impedida de vender o animal. O problema veio depois.

Após retirar a ave das mãos dos meliantes, os cidadãos acionaram a Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema) para tomar as medidas cabíveis. Mas os agentes, apesar de terem informado que iriam até o local, não apareceram até agora (21h20).

“Assim que conseguimos tirar a garça da mão dos malandros, pedimos para um PM acionar a Dema. Isso foi por volta das 17h30. Eles disseram que estavam a caminho e até agora – 20h30 – não apareceram aqui, conta José Miguel Ferreira, que está com a ave juntamente com sua família, aguardando a chegada dos agentes da Dema.

Em contato com o DOL, José explica que o animal está em uma situação difícil e que a chegada dos agentes é de extrema importância para salvar a vida da garça.

“Eu estou aqui com minha esposa e meus dois filhos há mais de 3 horas. A garça está agonizando, nós ligamos muito para eles. Primeiro informaram que estavam a caminho, e agora já nem atendem mais, desligam na nossa cara”, desabafa José.

O DOL tentou contato via telefone com a Dema, entretanto as ligações não foram atendidas. Uma solicitação de nota sobre o caso foi enviada e aguardamos resposta.

TERCEIRO MAIOR TRÁFICO DO MUNDO

O tráfico de animais silvestres é uma maneira de comércio ilegal que cada vez mais cresce no planeta. Representa a terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

A venda de animais silvestres, independente da quantidade, configura-se como tráfico de animais e pode levar a prisão de seis meses a um ano previsto pela lei brasileira. Apesar disso, o crime é pouco fiscalizado em todo país e deixa abertura à impunidade.

(DOL)



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