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Veja o que levar em conta na hora de cortar os gastos

Segunda-Feira, 17/07/2017, 08:38:05 - Atualizado em 17/07/2017, 08:38:05 Ver comentário(s) A- A+

Veja o que levar em conta na hora de cortar os gastos (Foto: Reprodução)
Uma recomendação é trabalhar com substituições, sejam de valores, marcas ou de lugares. (Foto: Reprodução)

Quando os preços aumentam e a renda passa a ficar apertada, o corte de gastos é a 1ª solução procurada, mesmo que nem sempre seja a mais simples. Porém, segundo indica um levantamento recente realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), os brasileiros estão sendo obrigados a aprender a lidar com a necessidade de economizar.

Ao longo do 1º semestre deste ano, 80% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento para enfrentar a crise.

Para a educadora financeira Ana Ferrari, o momento ainda requer cautela dos consumidores. O que não significa dizer que está proibido consumir. “O que eu aconselho é gastar com consciência, mas não se isolar completamente de tudo”, afirma. “É possível direcionar o que a pessoa precisa e trabalhar com substituições, sejam de valores, de marcas ou mesmo de lugares frequentados”.

A substituição de alguns hábitos por quem pretende economizar fica evidenciada na pesquisa do SPC, quando o principal item cortado pelos entrevistados foi a alimentação fora de casa.

“Os gastos com alimentação fora de casa podem comprometer de 30% a 40% do orçamento mensal, dependendo do orçamento”, considera a educadora financeira. “Ao invés de almoçar fora, há a possibilidade de levar a refeição ou lanche de casa porque isso já reduz bastante os gastos”. 

HÁBITOS

Outra mudança proposta por Ana Ferrari é a redução de alguns hábitos. Se para o consumidor é importante sair aos fins de semana para se distrair, uma boa medida para economizar é alterar a frequência das saídas. Se antes o consumidor estava habituado a sair todo final de semana, ele pode estipular um fim de semana por mês para o passeio.

COM A PALAVRA, OS CONSUMIDORES:

 Em prol da saúde financeira, os lanches e refeições fora de casa feitos pela pedagoga Maria José Gomes, 58 anos, se tornaram exceção. “Eu saí hoje (quinta-feira, 13) com a minha neta porque há muito tempo não fazíamos isso, mas é um dia de exceção”, diz. “É preciso conversar e explicar para a criança qual é a situação para que entenda que não é possível comprar tudo o que ela vê”.

Como saída para não deixar de confraternizar com a família e amigos, a pedagoga tem dado preferência para as refeições feitas em casa. Ela ainda destaca outros benefícios gerados pela prática.

“A gente acaba gastando muito quando come fora. Então, comendo em casa a gente economiza e também consegue manter uma alimentação mais saudável”. 

Para o comerciante Mauro Andrade, 40 anos, a saída encontrada foi limitar as saídas nos fins de semana e a frequência de viagens. “Antes, eu viajava 3 vezes ao ano. Agora, só viajo duas vezes”, relacionou, ao apontar outras mudanças de hábito. “Eu passei a verificar se os aparelhos de casa estavam realmente desligados, diminuí o tempo de uso do ar condicionado e, com isso, já consegui uma economia de R$100 na conta de energia”.

Com o supermercado, um dos maiores gastos do orçamento, Mauro buscou o estabelecimento que oferecesse o melhor preço, mesmo que fosse diferente do que a família estava habituada a frequentar.

“Como os preços estão complicados, tivemos de buscar um supermercado mais econômico”. As compras em supermercados também foram apontadas pelos entrevistados no levantamento do SPC Brasil. Segundo o estudo, 50% dos entrevistados cortaram a compra de itens supérfluos no supermercado.

(Cintia Magno/Diário do Pará)





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