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Ouvinte torna Rádio Clube mais forte

Domingo, 25/06/2017, 08:31:45 - Atualizado em 25/06/2017, 08:37:30 Ver comentário(s) A- A+

Ouvinte torna Rádio Clube mais forte (Foto: Octávio Cardoso)
(Foto: Octávio Cardoso)

Foram inúmeros relatos de ouvintes fiéis, que estavam tristes por não escutarem sua rádio favorita. Nos 11 dias que a Rádio Clube ficou fora do ar, os funcionários da emissora não pararam de receber telefonemas e mensagens dos fiéis “clubistas”. “O telefone não parava de tocar, e-mails chegando, mensagens nas redes sociais. Foi uma comoção generalizada”, relata o apresentador e diretor de jornalismo da rádio, Nonato Cavalcante. Segundo ele, eram milhares de pessoas querendo saber por que não conseguiam ouvir a programação da rádio. 

Um vendedor ambulante de rádios portáteis, em seu tradicional ponto de venda nos arredores do Mangueirão em dias de jogo, quase foi espancado por membros das torcidas que estavam revoltados, sentindo-se enganados. “Ao não conseguirem ouvir a rádio enquanto assistiam ao jogo, como de costume, eles acharam que era o aparelho que eles tinham comprado que estava quebrado e vieram tirar satisfações com o vendedor”, conta. O ambulante foi salvo por um dos repórteres esportivos da casa que estava no local e esclareceu a situação. “Essas histórias realmente mexem com a gente e nos dão a real dimensão da importância de uma rádio como essa”, reitera Cavalcante. 

LAÇO EMOCIONAL

Camilo Centeno, diretor geral do Grupo RBA, explica que até quem já sabia das pesquisas que apontavam os recordes e os números impressionantes da rádio, ficou surpreso. “Porque nos mostra o sentimento que os ouvintes têm pela rádio. Um sentimento que extrapola os números. A Rádio Clube tem um laço emocional com o seu público”, diz o diretor. A força e o alcance da emissora, afinal, não são à toa. Já considerada patrimônio paraense, a rádio é a 4º mais antiga do país e foi a 1ª a ser fundada na Região Norte. 

A programação é um misto de jornalismo, esporte e entretenimento e, segundo Cavalcante, está sempre inovando e experimentando. “Temos informação, opinião, humor, esporte. Somos uma rádio para todos os gostos”. Segundo ele, a Clube foi uma das precursoras das vinhetas de rádio no Brasil, aspecto que continua sendo marcante na sua programação até hoje. Cavalcante diz estar seguro de que a emissora volta ainda mais forte e com muito mais audiência. “Só se tem falado da Clube”, completa.

TRF determinou a imediata volta ao ar 

Por determinação do vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Ítalo Mendes, a Rádio Clube do Pará voltou a ser transmitida em Onda Média (OM) e em Onda Tropical (OT), desde o início da noite de quarta(21). 

A decisão veio após recurso de advogados do Escritório Centeno, Nascimento, Pinheiro e Almeida Associados, da emissora, para reverter à decisão de um único desembargador do TRF-1, que no dia 9 de junho, a pedido do Ministério Público, havia tirado o direito dos ouvintes de acompanhar a programação da rádio. A alegação era que parlamentares não poderiam ser donos de emissoras de rádio e televisão. Camilo Centeno, no entanto, considera a decisão insustentável. “A Constituição não veda essa possibilidade. Na sua primeira versão, de 1988, inclusive, ela permitia que até partidos políticos tivessem emissoras”, explica o diretor. “Segundo que não é o nosso caso. Eles não são mais acionistas da emissora”, continua. Para Centeno, a suspensão prejudicou não apenas o Grupo, mas também seus funcionários e, principalmente, seus ouvintes. Mesmo assim, a rádio não interrompeu sua operação e continuou sendo transmitida pela internet, aplicativo de celular e TVs por assinatura.

(Arthur Medeiros)



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