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Câmara: refrigeração em ônibus é retirada de pauta

Segunda-Feira, 19/06/2017, 12:05:20 - Atualizado em 19/06/2017, 12:59:33 Ver comentário(s) A- A+

Câmara: refrigeração em ônibus é retirada de pauta (Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

Prevista para ocorrer na manhã desta segunda-feira (19), a discussão sobre a emenda que regulariza a instalação de sistema de refrigeração nos ônibus em Belém foi retirada de pauta.

A informação foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Belém Mauro Freitas (PSDC), da base aliada de Zenaldo Coutinho (PSDB), no início da sessão. O único argumento apresentado pelo aliado da prefeitura era de que a discussão sobre o tema já havia ocorrido.

A determinação, considerada arbitrária e confusa por parte de outros vereadores (uma vez que a discussão que já houve foi sobre o projeto de implementação e não sobre a emenda), gerou bate-boca que durou a manhã toda.

Vereadores como Fernando Carneiro (PSOL), Marinor Brito (PSOL), Dr. Chiquinho (PSOL) e Altair do Brandão (PCdoB) foram alguns dos que discutiram com Freitas para ao menos ser aberta uma votação para definir a entrada da demanda em pauta ou não. O pedido, no entanto, foi negado sem grandes explicações, o que gerou mais revolta ainda.

Impasse

A implantação de sistema de refrigeração em ônibus, realidade em inúmeras capitais, até mesmo em parte da frota da vizinha e com temperaturas mais amenas São Luís, está longe de  ser realidade em Belém e região metropolitana.

Para alguns, a medida pode ser uma manobra para encarecer os custos e até mesmo provocar a privatização do sistema de coletivos.

Na última semana, o vereador Fernando Carneiro já havia explicado a possível manobra para a rejeição da proposta por parte da base aliada de Zenaldo:

Em 09 de maio, a proposta foi rejeitado por ampla maioria dos vereadores na Câmara Municipal de Belém (CMB). No total, 18 parlamentares foram contra enquanto apenas três votaram a favor.

O Projeto de Lei é de autoria do vereador Dr. Chiquinho (PSOL) e revoga a lei sancionada pelo prefeito Duciomar Costa em 2009, que também obriga a implantação dos aparelhos, mas, por não estabelecer prazos e nem mesmo penalidades, acabou considerada sem efeito pelo parlamentar.

(Com informações de Alice Martins Morais/Diário do Pará)





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