Notícias / Pará

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Combustíveis devem ficar mais caros em Belém

Quarta-Feira, 07/12/2016, 10:27:52 - Atualizado em 07/12/2016, 10:36:33 Ver comentário(s) A- A+

Combustíveis devem ficar mais caros em Belém (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Quem pensou que após duas reduções de preços nas refinarias, a gasolina e o diesel finalmente ficaria mais baratos, se enganou. Na última segunda-feira, o Governo Federal, por meio da Petrobras, anunciou aumento nas refinarias. Para a gasolina, o reajuste foi de 8,1% e 9,5% no diesel. Essa mudança começou a valer desde ontem.

De acordo com o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), economista Roberto Sena, se estes aumentos forem repassados integralmente para as bombas nos postos de combustíveis, os impactos serão bem mais expressivos. A estimativa do departamento é de que o consumidor pague, em média, R$ 0,12 a mais no litro da gasolina e R$ 0,17 no diesel por litro.

Nos meses de outubro e novembro deste ano, o governo anunciou queda no valor dos combustíveis nas refinarias, porém, segundo pesquisas realizadas naqueles períodos pelo Dieese/PA, o consumidor quase não percebeu a diminuição.

QUEDA NAS VENDAS

Ainda segundo Sena, o aumento nos combustíveis representa “efeito dominó” na economia. “No caso específico do Pará, dependendo do tamanho do repasse, deverá trazer novos impactos nos preços”, afirma. “Principalmente da alimentação básica, em função de aumentos nos preços de fretes e também na inflação”, explica. Ovídio Gasparetto, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Pará (Sindicombustíveis/PA), diz que está indignado com o aumento anunciado pela Petrobras.

Para ele, as quedas de valores nos últimos 2 meses foram insuficientes diante dos inúmeros reajustes ao longo do ano. “Aumentou cerca de 8 vezes e a diminuição foi tão rápida que não deu tempo para o consumidor perceber. Tinha de baixar mais.” Diante do cenário de aumento, o empresário contabiliza uma queda de 35% nas vendas no Estado. Somente este ano, 5 postos dos 120 foram fechados em Belém, gerando várias demissões.

(Michelle Daniel)

Leia também:

Comentários