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Ministro dos Transportes lista obras no Pará

Domingo, 04/12/2016, 07:26:25 - Atualizado em 04/12/2016, 07:26:25 Ver comentário(s) A- A+

Ministro dos Transportes lista obras no Pará (Foto: Ricardo Amanajás)
“Pela Região Norte, passa o futuro do Brasil”, diz ministro dos Transportes (Foto: Ricardo Amanajás)

Para assinar a Ordem de Serviço de pavimentação de 115 quilômetros da BR-308, que liga os municípios de Vizeu e Bragança, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, 45 anos, esteve em Belém na última quinta-feira (1º). Ao anunciar a medida, afirmou que a viabilização do Arco Norte, como alternativa para escoamento da produção do Centro-Oeste, é prioridade do Governo Federal. Na ocasião, ele informou que, mesmo em tempos de crise, o setor de infraestrutura tem garantido R$ 12,5 bi para o ano que vem, priorizando obras de alto grau de execução envolvendo ferrovias, rodovias e hidrovias. Ele exaltou o trabalho da bancada do PMDB do Pará em garantir verbas para isso e afirmou que o presidente da República Michel Temer está em sintonia com as demandas regionais, e que entende que trata-se de um investimento nacional. Confira a entrevista exclusiva do ministro, que é advogado e deputado federal licenciado pelo PR, ao DIÁRIO.

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P - O que lhe traz ao Pará?
R - Essa é a terceira vez que venho ao Pará em 7 meses de governo do presidente Michel Temer (PMDB). O governo tem o desenvolvimento do Arco Norte como uma de suas prioridades. O projeto é extremamente estratégico para o País. O nosso escoamento de produção hoje, em grande parte, se dá pelos portos do Sul e do Sudeste. É preciso vir para o Norte. Não só por causa da duplicação do Canal do Panamá, mas porque é muito mais perto dos mercados americanos e europeus. O Governo tem essa visão estratégica e vai trabalhar muito duro para viabilizar esses corredores. 

P - Quais são esses corredores e de que forma eles serão feitos? Há outras obras complementares?
R - Isso também inclui as hidrovias, com o derrocamento do Pedral do Lourenço, que agora está em fase de estudos. A gente espera que no ano que vem a obra já comece. Temos também, pelo Programa de Parcerias de Investimento (PPI), duas ferrovias: a Norte-Sul e a FerroGrão, ambas com o objetivo de escoar a produção do Centro-Oeste do Brasil, com a possibilidade também de vir aos portos do Norte. São obras extremamente importantes. 

P - O que é o PPI?
R - O PPI é um programa de concessões aprovado pelo Governo, em 16 de setembro, com 34 projetos ao todo, sendo 14 de infraestrutura. Aqui no Pará, nós já publicamos os editais dos dois terminais de combustível de Santarém. Ontem (quinta-feira, 1º de dezembro), fizemos o anúncio dos 4 aeroportos que serão concebidos agora. Na área de energia, o que estava programado foi cumprido dentro do cronograma pré-estabelecido, e a gente espera que as ferrovias, previstas para o segundo semestre de 2017, sejam licitadas. 

P - Que obra o Governo Federal anunciou no Pará na semana passada?
R - Viemos para assinar a Ordem de Serviço para pavimentação da BR-308, entre Vizeu e Bragança. É uma obra de R$ 145 milhões. São 115 quilômetros de recuperação. Isso foi uma luta da bancada federal. Quero destacar o empenho do deputado federal Lúcio Vale, do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, do senador Jader Barbalho e da deputada Simone Morgado. Trata-se de uma emenda impositiva de bancada.

P - E como está o projeto de duplicação da BR-316?
R - O presidente Michel Temer garantiu os recursos para a BR-316, outra solicitação da bancada em emenda parlamentar, a qual o presidente pediu prioridade absoluta. Vamos licitar e iniciaremos as obras no início de 2017.

P - Como o senhor destacaria a atuação no Ministério dos Transportes?
R - Pela primeira vez na História do Brasil, podemos pensar a logística de transporte de forma integrada, planejada, de forma plurianual, com planejamento para 10, 20, 50 anos. É o que estamos fazendo para todos os setores. Desde que assumimos o Governo, estamos voltados à viabilização do Arco Norte. Nossas ações têm se voltado a isso, com planejamento. Duas ferrovias, a hidrovia viabilizada a partir do derrocamento do Pedral do Lourenço, as rodovias BR-155 e BR-158 para escoamento de produção, além da 163. Todas estão na lista de prioridades para serem recuperadas e reconstruídas até o final de 2018. Temos a compreensão de que aqui, pela Região Norte, passa o futuro do Brasil.

P - E o derrocamento do Pedral do Lourenço? Agora, de fato, é uma realidade? 
R - Já assinamos a Ordem de Serviço para a obra, em junho. Foi um dos primeiros atos do presidente Temer. Mas a fase agora é mesmo de estudos. Precisamos passar por isso. Temos os períodos de seca e cheia do rio, que precisamos esperar passar. Depois, começam as obras, que têm R$ 500 milhões garantidos pelo Governo Federal.

P - Quando os impactos desses investimentos começarão a ser sentidos pela população?
R - Primeiro com a geração de empregos, não só na obra, mas depois que os empreendimentos estiverem prontos, com a instalação de indústrias, com o aumento da produção, havendo vias de escoamento. A tendência é de que a produção se aproxime desses corredores. Vamos aumentar a produção no Estado. O fundamental para nós é baixar o custo Brasil. E só dá para fazer isso criando alternativas com os portos do Norte do País. Sem dúvida nenhuma que o Pará será beneficiado com essas obras.
PAlgum setor da economia paraense, em específico, deve ser beneficiado com essa série de investimentos?
RTodos os setores serão beneficiados. Agronegócio, pecuária, mineração. Sem falar na questão da segurança dos transportes das pessoas. Você vai ter um custo menor com essas rodovias em bons estados porque são menos acidentes, menos gastos com saúde. É um impacto geral em toda a economia nacional.

P - É um feito inédito no Norte do País, um pacote de obras como esse? 
R - Sem dúvida alguma. Temos vários portos aqui no Estado do Pará com movimentação importante. Como Santarém, Miritituba, Itaqui. Mas eles vão ter um potencial muito maior se você cria condições para que a carga chegue com mais velocidade e custo mais baixo. Sem falar nos outros empreendimentos de terminais de uso privado, que podem ser instalados também em toda a nossa Costa Norte. O que depende, mais uma vez, da capacidade logística de escoar a produção.

(Carolina Menezes/Diário do Pará)

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