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Reportagem especial

Quarta-Feira, 30/09/2015, 10:12:01 Ver comentário(s) A- A+

Há aproximadamente um século, o Estado do Pará e outros da Amazônia brasileira se tornavam um dos motores da economia mundial com a extração e a exportação da borracha. Hoje, a Amazônia ainda está sob os olhos dos outros países, mas criar as estruturas para recolocar esse gigante como um dos territórios centrais para a economia do Brasil e do mundo é um dos principais desafios para estudiosos, gestores públicos e empresários da região.

Até 2020, o Pará deve receber aproximadamente R$ 178 bilhões em investimentos (quase duas vezes o PIB paraense no ano de 2012, que alcançou R$ 91 bilhões), de acordo com o estudo “Pará investimentos 2015-2020”, encomendado pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa). A maioria deste montante, quase 90%, virá da iniciativa privada.

A injeção monetária deve gerar cerca de 200 mil empregos ao longo das regiões paraenses (mais do que a população estimada do município de Castanhal, em 2014, o quinto maior em concentração demográfica do Estado).

Serão construídas minas de extração de metais (como níquel, ouro, bauxita), portos, terminais de uso, projetos de agronegócios.

O Estado, no entanto, ainda representa apenas 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mesmo tendo a segunda maior extensão territorial do país (mais de 1 milhão e 200 km²), farta riqueza em minérios e uma população que, em 2015, já supera oito milhões de habitantes.

Do território das estradas e rios que cortaram a Amazônia para escoar a borracha no início do século XX, surge o novo desafio de projetar as hidrovias, ferrovias e rodovias, a mão de obra e os projetos que sustentem o crescimento do Pará como potência nacional e mundial.

Nesse sentido, fica o questionamento: qual o custo de tornar o Estado como um dos grandes atores econômicos do novo século?

                             

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