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No Estado, 3 em cada 10 alunos abandonam escola

Sexta-Feira, 03/07/2015, 07:19:01 - Atualizado em 03/07/2015, 07:19:01 Ver comentário(s) A- A+

De acordo com o relatório, em 2013, a média nacional de alunos que desistiram do Ensino Médio foi de 8,1%. A região Norte registrou a maior taxa, 13,4%, e o Pará foi o destaque negativo no levantamento feito pelo Todos Pela Educação, com taxa média de 16,6%. As maiores taxas de abandono do Ensino Médio estão no primeiro ano de estudo, em que a média nacional fica em 10,1%. Novamente, o Norte tem a pior porcentagem, com 16,1%, e o Pará alcança vergonhosos 19,9%.

O cenário é o mesmo para o segundo e o terceiro anos, fazendo com que a taxa de abandono médio não seriado do Pará alcance absurdos 31,2%, um recorde entre todos os dados negativos divulgados ontem pelo movimento Todos Pela Educação, o que significa que 3 em cada 10 estudantes paraense que chegam ao ensino médio desistem da escola no meio do caminho. A região Norte mostrou toda a deficiência no sistema educacional também na Meta 3 (todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano). Segundo dados de 2013 referentes à Prova Brasil e ao Saeb, apenas 3,6% dos estudantes do Norte do Brasil concluíram o Ensino Médio sabendo o que deveriam em matemática e 16,2%, em língua portuguesa.

No 5º ano do Ensino Fundamental, somente 18,4% dos alunos das escolas públicas paraenses conseguiram aprender adequadamente o Português. A meta a atingir era de 38,6%. Em Matemática foram 12,5%, quando a meta era de 22,2%. Novamente ficam evidentes as desigualdades regionais: enquanto os alunos de escolas públicas do Distrito Federal atingiram a meta de 54,8% em Português, os do Maranhão alcançaram apenas 15,8%, sendo a pior média do Brasil. A média do Pará é a 4ª pior.

Em Matemática, a diferença é ainda maior: alunos de escolas públicas do Paraná alcançaram média de 52,1% e do Maranhão, 10,6%. Neste quesito, o Pará é o 3º pior resultado do país. “É urgente que o país promova ações imediatas e mais efetivas para que os jovens que estão hoje no sistema tenham garantido o seu direito ao aprendizado. Para isso, é fundamental repensar o Ensino Médio, que ficou por anos estagnado e agora apresenta retrocesso de seus indicadores, e também ter políticas focadas nos anos finais do Ensino Fundamental, que já demonstram estagnação em patamares muito baixos de proficiência”, analisa a diretora-executiva do TPE, Priscila Cruz.

(Diário do Pará)

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